Um levantamento realizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET) Economia, da Universidade Federal do Acre (Ufac), identificou novos aumentos nos preços das carnes comercializadas em açougues e supermercados de Rio Branco. Os dados foram coletados entre os dias 8 e 15 de abril de 2026 e apontam altas expressivas em alguns cortes, especialmente nos supermercados.
Entre os maiores reajustes registrados está a alcatra, que ficou 22,77% mais cara nos supermercados em comparação com o levantamento anterior. O fígado também apresentou forte elevação, com aumento de 20,96% no período analisado.
A pesquisa mostra ainda que a picanha continua entre os cortes mais caros disponíveis ao consumidor. Nos supermercados, o preço médio do produto chegou a R$ 71,38 por quilo. O filé também ultrapassou a marca dos R$ 71 por quilo.
Nos açougues, alguns cortes também registraram aumento. O acém apresentou alta de 7,85%, enquanto a agulha ficou 5,62% mais cara em relação à pesquisa anterior.
Diferença entre açougues e supermercados
O estudo reforça uma tendência observada em levantamentos anteriores: em diversos casos, os preços praticados nos supermercados permanecem acima dos encontrados nos açougues.
Um dos exemplos apontados é o patinho. Nos açougues, o preço médio do corte foi de R$ 36,40 por quilo. Já nos supermercados, o valor médio encontrado pelos pesquisadores chegou a R$ 40,37 por quilo.
Alguns cortes tiveram queda
Apesar da predominância de aumentos, o levantamento também identificou redução de preços em determinados produtos. Entre os cortes que apresentaram queda estão a picanha e o filé, embora a pesquisa não detalhe em quais estabelecimentos as reduções foram registradas.
Os dados fazem parte do acompanhamento mensal realizado pelo PET Economia da Ufac, que monitora a variação dos preços das carnes no mercado local e busca fornecer informações sobre o comportamento dos custos enfrentados pelos consumidores acreanos.