Florestas do Futuro: projeto transforma resíduos plásticos em tecnologia e incentiva participação feminina no desenvolvimento sustentável do Acre


No Vale do Juruá, o programa Florestas no Futuro, desenvolvido dentro da Universidade Federal do Acre (Ufac) – Núcleo Floresta, sob coordenação da professora do curso de Engenharia Florestal, Bianca Cerqueira Martins, atua como uma importante iniciativa na luta pela preservação ambiental e incentivo à sustentabilidade e a reciclagem.

Celebrado na última sexta-feira, 5, o Dia Nacional do Meio Ambiente reforça a importância de apostar em projetos que estimulem a conscientização da população acerca da temática.

O projeto Florestas do Futuro utiliza garrafas PET descartadas para produzir filamentos, que são utilizados em impressoras 3D para transformar resíduos plásticos em novos itens, o que além do caráter sustentável, estimula o contato com inovações tecnológicas.

Florestas do Futuro: projeto transforma resíduos plásticos em tecnologia e incentiva participação feminina no desenvolvimento sustentável do Acre
Impressões 3D feitas a partir dos filamentos feitos de resíduos plásticos. Foto: Cedida

Em entrevista ao portal A GAZETA, Bianca Cerqueira destaca que as ações do projeto foram iniciadas em 2023, por meio do Stand Itinerante de Ciências Florestais. Com o tempo, a iniciativa se expandiu e, atualmente, promove oficinas de reciclagem, palestras e visitas guiadas nos espaços de produção dos filamentos.

O projeto também conta com um objetivo interessante: o incentivo à participação feminina em ações de tecnologia em prol do desenvolvimento sustentável.

“Visamos criar um ambiente propício para despertar esse interesse nos jovens, principalmente entre as meninas e mulheres da nossa comunidade, de trabalhar com tecnologias que favoreçam o desenvolvimento sustentável. Há diversas áreas do conhecimento dentro do curso que fazem com que essas duas coisas, a tecnologia e o ambiental, caminhem juntos”, pontua.

A sustentabilidade é um pilar de destaque entre todas as etapas do projeto. O material PET coletado por estudantes, empresas parceiras e pela comunidade são higienizadas e, posteriormente, processadas em equipamentos que geram os filamentos que são utilizados na impressora.

Entre as inovações criadas está um protótipo de impressora 3D cuja estrutura é composta em cerca de 60% por plástico PET reciclado. A tecnologia permite reduzir custos e ampliar o acesso ao conhecimento tecnológico em comunidades mais afastadas.

Segundo a coordenadora Bianca Martins, a proposta vai além da reciclagem. “Esse sistema é um símbolo do que acreditamos: criar sem agredir o meio ambiente, mostrando que o lixo pode se transformar em tecnologia e aprendizado”, destaca.

O programa também conta com a parceria do Centro de Juventudes de Cruzeiro do Sul (CEJUS), o que fortalece as ações voltadas para comunidades urbanas e rurais.



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