As execuções atribuídas a facções criminosas foram a principal motivação dos homicídios registrados no Acre em abril de 2026. Dos 12 assassinatos contabilizados no período, sete tiveram como motivação preliminar disputas ou ações relacionadas a organizações criminosas, o equivalente a 59% dos casos.
Os dados constam no Relatório Mensal Sintético de Mortes Violentas Intencionais (MVI), divulgado pela Polícia Civil do Acre. O levantamento aponta ainda que quatro homicídios (33%) tiveram como motivação inicial conflitos classificados como fúteis, geralmente associados a desentendimentos durante consumo de bebida alcoólica, enquanto um caso (8%) permanecia sob apuração.
O relatório também mostra que o Acre registrou 12 homicídios em abril, número inferior ao observado em março, quando foram contabilizadas 14 mortes, representando redução de 14,29% no comparativo mensal. No acumulado de 2026, o estado soma 52 vítimas de homicídio.
Entre os meios utilizados nos crimes, a arma de fogo predominou. Nove dos 12 homicídios registrados em abril foram cometidos com esse tipo de armamento, o que corresponde a 75% dos casos. Os outros três assassinatos ocorreram com uso de arma branca.
Rio Branco concentrou a maior parte dos homicídios do mês, com sete registros. Cruzeiro do Sul teve três ocorrências, enquanto Epitaciolândia e Feijó registraram um caso cada.
Segundo o levantamento, todas as vítimas de homicídio registradas em abril eram homens e foram identificadas como pardas. A faixa etária mais atingida foi a de 18 a 24 anos, com três vítimas, equivalente a 25% do total.
Os dados são preliminares e podem sofrer alterações ao longo das investigações conduzidas pela Polícia Civil, conforme destacado no próprio relatório.