Norte-americano desaparecido há oito meses é achado morto

Tripulantes de aeronave usaram técnica de rapel para resgatar cadáver de Charles Gorri/ Foto: Reprodução

O corpo do pesquisador e oceanógrafo norte-americano Charles Gorri, de 57 anos, foi localizado na última sexta-feira (5) em uma região de costão na praia da Lagoinha do Leste, em Florianópolis (SC). O cientista estava desaparecido havia oito meses e era uma figura conhecida no estado pelo envolvimento em projetos de preservação ecológica e atividades de montanhismo.

De acordo com o relatório de ocorrências do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, o cadáver foi avistado em uma área de formação rochosa de difícil acesso. A descoberta ocorreu de forma fortuita, no momento em que os tripulantes da aeronave Arcanjo, o helicóptero de socorro da corporação, deslocavam-se para atender a um chamado de emergência distinto na mesma região da ilha.

Devido às condições geográficas do terreno litorâneo, os socorristas precisaram descer de rapel a partir da aeronave para alcançar o local onde os restos mortais se encontravam. O corpo, que apresentava estado avançado de decomposição, foi estabilizado, colocado em uma rede de carga externa e içado pelo helicóptero até um ponto de apoio terrestre. Gorri havia sido visto pela última vez na primeira semana de outubro de 2025, nas imediações do bairro da Armação.

A confirmação da identidade do oceanógrafo foi divulgada por coletivos ambientalistas que auxiliavam nas buscas e pelo deputado estadual Marquito (PSOL). Natural de Detroit, nos Estados Unidos, Charles Gorri mudou-se para o Brasil ainda na infância, país onde se radicou e estabeleceu sua trajetória pessoal e profissional.

Graduado em oceanologia, Gorri obteve os títulos de mestre e de doutor em oceanografia biológica e biologia marinha pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). No campo profissional, o pesquisador exerceu funções técnicas no âmbito do Projeto Maare, iniciativa voltada ao monitoramento dos impactos da atividade petrolífera sobre a biodiversidade marinha, além de atuar como instrutor voluntário no Programa Mais Educação.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis para a realização de exames necroscópicos detalhados. A Polícia Civil de Santa Catarina ficará responsável por instaurar os procedimentos de investigação para apurar as causas e as circunstâncias que motivaram a morte do pesquisador.

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