Dois casos suspeitos de dengue causados pelo sorotipo DENV-3 estão sendo investigados no Acre. Os pacientes são moradores de Rio Branco e tiveram amostras encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas (IEC), responsável pela análise que poderá confirmar ou descartar a circulação do vírus no estado.
A informação consta no mais boletim epidemiológico de Dengue da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), que classifica a situação como um importante alerta epidemiológico para o estado.
Segundo o documento, os casos foram notificados em maio de 2026. Caso a presença do DENV-3 seja confirmada pelos exames laboratoriais, o Acre poderá registrar a reintrodução de um sorotipo que não figura entre os atualmente identificados pela rede pública estadual.
Sorotipos DENV-1 e DENV-2 já circulam no estado
De acordo com o boletim, as análises laboratoriais realizadas até o momento identificaram a circulação dos sorotipos DENV-1 e DENV-2 no Acre.
A possível confirmação do DENV-3 é acompanhada com atenção pelas equipes de vigilância epidemiológica porque a introdução ou reintrodução de novos sorotipos pode alterar o comportamento da doença em uma determinada região.
No documento, a Sesacre destaca que, mesmo diante da redução dos casos de dengue em 2026, o risco de mudança no cenário epidemiológico permanece.
“Existe risco de mudança no padrão epidemiológico, principalmente com a possível reintrodução de novos sorotipos, como o DENV-3”, aponta o boletim.
Estado registra queda nos casos de dengue
O alerta ocorre em um momento em que o Acre apresenta redução no número de casos da doença.
Até a 18ª Semana Epidemiológica de 2026, entre 4 de janeiro e 9 de maio, foram registrados 1.520 casos prováveis de dengue e 876 confirmações no estado. No mesmo período do ano passado, haviam sido contabilizados 6.206 casos prováveis e 6.205 casos confirmados.
Os números representam uma redução de 75,5% nos casos prováveis e de 85,8% nos casos confirmados em comparação com 2025.
Apesar da melhora dos indicadores, a Sesacre reforça no boletim a necessidade de manutenção das ações de vigilância epidemiológica e controle do mosquito transmissor para evitar o aumento da transmissão da doença.
O que é o DENV-3
O vírus da dengue possui diferentes sorotipos. Segundo o boletim, qualquer um deles pode provocar desde quadros leves até formas graves da doença, incluindo casos que podem evoluir para óbito.
Por isso, a vigilância epidemiológica acompanha de forma contínua a circulação viral no estado e monitora possíveis alterações no perfil dos casos registrados.