Tentativas de homicídio crescem 12,5% e atingem maior patamar de 2026 no Acre


O número de tentativas de homicídio registradas no Acre aumentou 12,5% em abril de 2026 na comparação com o mês anterior, segundo dados do Relatório Mensal Sintético de Mortes Violentas Intencionais (MVI), elaborado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil. Foram contabilizadas 27 ocorrências no mês, contra 24 registradas em março.

O levantamento aponta que abril foi o mês com o maior número de tentativas de homicídio registrado no estado em 2026 até o momento.

Nos quatro primeiros meses do ano, o Acre acumulou 91 vítimas de tentativas de homicídio. Em janeiro foram registrados 22 casos, em fevereiro 18, em março 24 e, em abril, 27 ocorrências.

Rio Branco concentra maior número de casos

A capital acreana concentrou a maior parte das ocorrências registradas em abril. Dos 27 casos contabilizados no estado, 15 ocorreram em Rio Branco.

Também foram registradas tentativas de homicídio nos municípios de Acrelândia, Brasiléia, Bujari, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Mâncio Lima, Porto Acre, Rodrigues Alves e Sena Madureira.

Os dados reforçam a concentração dos casos na capital, que respondeu por mais da metade das ocorrências registradas no mês.

Arma branca foi utilizada na maioria dos ataques

As armas brancas foram o principal instrumento utilizado nas tentativas de homicídio registradas em abril.

Segundo o relatório, 16 das 27 ocorrências envolveram facas ou outros objetos perfurantes e cortantes, representando 59% dos casos.

As armas de fogo foram utilizadas em nove ocorrências, o equivalente a 33% do total. Outros meios foram empregados em duas situações, correspondendo a 8% dos registros.

Homens jovens são as principais vítimas

O levantamento mostra que a maioria das vítimas de tentativas de homicídio era do sexo masculino.

Das 27 pessoas atingidas em abril, 24 eram homens e três eram mulheres, o que significa que 89% das vítimas eram do sexo masculino.

A faixa etária de 25 a 29 anos concentrou o maior número de vítimas, com oito registros. Em seguida aparece o grupo de 35 a 39 anos, com seis ocorrências.

Os dados fazem parte do monitoramento realizado pela Polícia Civil sobre os indicadores de violência letal no estado e integram o Relatório Mensal Sintético de Mortes Violentas Intencionais (MVI).



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