Bocalom diz ter “consciência tranquila” após MP abrir investigação sobre contrato da Ricco


O ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), divulgou uma nota pública nesta quinta-feira (4) após o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurar um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar possíveis irregularidades relacionadas ao contrato emergencial firmado entre a Prefeitura de Rio Branco e a empresa Ricco Transportes e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo da capital.

Na manifestação, Bocalom afirmou ter recebido a informação por meio da imprensa e declarou encarar a investigação com tranquilidade. Segundo ele, a abertura do procedimento faz parte da atuação regular dos órgãos de controle.“Recebi a informação, por meio da imprensa, acerca da instauração do procedimento que visa investigar o contrato da Prefeitura de Rio Branco com a empresa Ricco Transportes. Trata-se de um procedimento normal e necessário quando há dúvidas por parte do órgão de controle”, afirmou.

O ex-prefeito também criticou o que classificou como tentativas de utilização política do caso.“Pena que algumas pessoas maldosas tentam politizar o fato, querendo denegrir a imagem de um homem de caráter ilibado. Mas isso reflete o medo que eles têm de nós chegarmos ao governo e moralizarmos a máquina pública, a exemplo do que fizemos na Prefeitura de Rio Branco”, declarou.

Bocalom destacou sua trajetória política e afirmou que sempre orientou colaboradores a atuarem dentro da legalidade.“Quem me conhece e acompanha de perto minha vida pública sabe que, durante todos os meus três mandatos de prefeito de Acrelândia e cinco anos em Rio Branco, sempre orientei aqueles que trabalham comigo para que não sujassem seus CPFs e nem o meu”, disse.

O ex-prefeito ressaltou ainda medidas adotadas durante sua gestão para fortalecer os mecanismos de controle interno da administração municipal, citando a ampliação da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e da Controladoria-Geral do Município (CGM).

“Nunca orientei quem trabalha comigo a fazer algo que não estivesse amparado na legislação. A maior prova disso foi o fortalecimento da Procuradoria-Geral do Município, com a contratação de mais procuradores, e da Controladoria-Geral do Município, com a realização do primeiro concurso público da história do órgão”, afirmou.

Ao comentar diretamente a investigação, Bocalom declarou que considera correta a atuação do Ministério Público e disse acreditar que o procedimento comprovará a legalidade de seus atos.“O Ministério Público está corretíssimo em abrir tal procedimento e, ao final das investigações, ficará provado que trabalhei sempre dentro da legalidade, sem nunca ter tido qualquer dolo para beneficiar a mim mesmo ou a terceiros”, destacou.

Na nota, o ex-prefeito também fez um balanço de sua administração, citando obras de infraestrutura, investimentos em saúde, educação, saneamento básico e assistência às famílias atingidas por enchentes. Segundo ele, sua gestão deixou avanços importantes para a capital acreana.

Bocalom ainda ressaltou que nunca teve contas reprovadas e defendeu a política adotada para o transporte coletivo, especialmente a decisão de subsidiar gratuidades para idosos, estudantes e pessoas com deficiência.“Fizemos a maior justiça social da história quando retiramos das costas dos usuários o pagamento das gratuidades dos idosos, dos estudantes e das pessoas com deficiência, deixando mais de R$ 30 milhões por ano no bolso dessas pessoas, valor assumido pela prefeitura”, afirmou.

Ao encerrar a manifestação, o ex-prefeito reiterou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.“Tenho consciência tranquila daquilo que fiz. Estarei sempre à disposição dos órgãos competentes para dirimir qualquer dúvida. Sou cristão e sempre procurei estabelecer, na prática, aquilo que agrada aos olhos de Deus”, concluiu.



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