A celebração de Corpus Christi reuniu centenas de fiéis na tarde desta quinta-feira, 4, na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, em Rio Branco. Entre orações, cantos e momentos de devoção, a solenidade mobilizou famílias inteiras que participaram da missa e da tradicional procissão pelas ruas centrais da capital acreana.
Mais do que uma tradição religiosa, a data representa para os católicos a celebração da presença de Jesus Cristo na Eucaristia. E foi justamente esse significado que levou milhares de pessoas a deixarem suas casas para participar da programação.
Para a servidora pública Kellen Duarte, de 50 anos, a celebração é um dos momentos mais importantes da vivência da fé católica.
“É um dia muito especial, onde a gente celebra a Santa Eucaristia, instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo. A Santa Eucaristia é o Corpo de Cristo, e essa procissão vem nos brindar com essa lembrança de celebrar o Corpo de Cristo, que é força e alimento nesta caminhada para o cristão”, afirmou.
Segundo ela, a procissão também representa um momento de renovação espiritual para quem participa.
“Essa procissão vem muito linda, com momentos de oração, momentos de louvor, momentos de paradas em que a gente reza e reverencia o Corpo de Cristo como fonte de salvação. Cristo é vida, é fonte de salvação. Essa celebração fortalece a nossa fé e nos ajuda a continuar na missão junto com a família”, acrescentou.

Fé passada de geração em geração
Entre os participantes estava a estudante Eloisa Helena de Tavares, de 12 anos, que acompanha a celebração desde a infância ao lado dos pais.
Para ela, participar da procissão é uma forma de fortalecer a relação com Deus.
“Eu participo desde pequena da procissão. Eu acho que a gente se conecta mais com Deus. É bem importante participar porque eventos assim são meio difíceis de acontecer. Todo ano acontece e é importante para a gente estar aqui”, disse.
A presença de crianças e adolescentes chamou a atenção ao longo da celebração, reforçando uma tradição que atravessa gerações dentro das famílias católicas.

Uma tradição mantida ao longo da vida
A aposentada Maria Angela Queiroz de Sousa, de 60 anos, também marcou presença na celebração. Ela conta que acompanha a procissão há décadas e que a participação se tornou parte da sua rotina de fé.
“Muito legal. A gente tem que orar um pouquinho, pedir a Deus saúde e paz para a gente”, afirmou.
Maria Angela relembra que a ligação com o Corpus Christi começou ainda na juventude. “Desde novinha eu sempre venho. Primeiro eu vinha e vendia pipoca, agora não vendo mais, mas continuo vindo. Tem que vir, né? Tem que rezar”, comentou.