Projeto em Boa Vista usa jiu-jitsu para atender mais de 100 crianças autistas


O jiu-jitsu tem sido utilizado como ferramenta de inclusão para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Boa Vista. Por meio do Projeto AUMOR, mais de 100 participantes recebem aulas da modalidade com foco no desenvolvimento motor, social e comportamental.

Entre os responsáveis pelas atividades está Rodrigo Pinna, faixa marrom de jiu-jitsu e subtenente da reserva do Exército. Ele atua no projeto ministrando treinamentos adaptados para crianças e adultos com TEA.

Segundo Pinna, a prática da modalidade contribui para o desenvolvimento da psicomotricidade, do autocontrole e da disciplina, além de estimular a convivência em grupo e o cumprimento de regras dentro e fora do tatame.

“Ensinar jiu-jitsu nos proporciona uma imensa satisfação. Ensinar a arte suave para portadores do espectro autista é melhor ainda, tendo em vista que estamos proporcionando uma inclusão, fazendo com que não só a percepção, mas também a psicomotricidade aumentem”, afirmou.

Os benefícios da prática também são percebidos pelas famílias dos alunos. Miguel Gianluppi, de 11 anos, participa das atividades do projeto. A mãe dele, Muryanne Gianluppi, relata mudanças no comportamento e na interação social do filho desde o início dos treinamentos.

De acordo com ela, o menino passou a se comunicar de forma mais clara em situações do cotidiano e a lidar melhor com as relações sociais. Muryanne também destaca que as aulas reforçam valores como respeito, disciplina e convivência em grupo.

Criado com foco no atendimento a pessoas com TEA, o Projeto AUMOR utiliza o jiu-jitsu como uma das ferramentas para promover inclusão, desenvolvimento pessoal e qualidade de vida aos participantes.



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