O deputado Eduardo Botelho (MDB) disse ver os pré-candidatos ao Governo no mesmo nível de disputa, em um cenário em que “não há favorito”. Diferente da reeleição do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) em 2022, que foi fácil, segundo o parlamentar.

A reeleição do Mauro foi mamão com açúcar. […] Agora estamos numa eleição em que está todo mundo no mesmo patamar. Eu não vejo favorito
Ele fez a avaliação ao ser questionado sobre os principais concorrentes mencionados em pesquisas no cenário do jogo eleitoral, com os senadores Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (União Brasil) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD).
Em entrevista ao MidiaNews, ele foi enfático sobre o tabuleiro eleitoral da disputa que se forma.
“A reeleição do Mauro foi mamão com açúcar. Praticamente não teve adversário. Agora não. Agora nós estamos numa eleição em que está todo mundo no mesmo patamar. Eu não vejo favorito”, avaliou Botelho nesta terça-feira (19).
“Eu vejo que Wellington Fagundes, Otaviano Pivetta, o Jayme Campos, e a até a Natasha, diria que estão tudo mais ou menos no mesmo patamar. Não tem aquele favorito estourado”, completou o deputado.
O parlamentar afirmou que a eleição deve se desenrolar daqui para frente, a partir de junho. Ele cita algumas influências, como os acordos a serem feitos aqui dentro do Estado com os prefeitos e com os deputados. E também a influência nacional.
“Não pode deixar de esquecer disso. O Estado de Mato Grosso é um Estado que sofre forte influência bolsonarista. A depender de como estiver, se o Flávio Bolsonaro estourar, evidentemente que ele vai influenciar no resultado da eleição em Mato Grosso”, analisou.
Histórico de eleições
Botelho diz que nos últimos 36 anos sempre houve um favorito na disputa que se elegeu governador. Com Jayme (1990), Dante de Oliveira (1994 e 1998), Blairo Maggi (2002 e 2006), Silval Barbosa (2010), Pedro Taques (2014) e Mauro Mendes (2018 e 2022).
Ele lembrou que uma interrupção momentânea no processo eleitoral de disputa com favorito foi em 1998, na reeleição do ex-governador Dante de Oliveira.
Naquela ocasião, todas as pesquisas mostravam o também ex-governador Júlio Campos (PFL) como favorito, com mais da metade das intenções de voto. Então, com o marqueteiro Duda Mendonça e o slogan “Casa arrumada, hora da virada”, Dante foi reeleito, na virada histórica da eleição ao Governo. Fato ocorrido em meados de agosto.
Outro fator decisivo na eleição foi o fato de Júlio e o ex-governador Carlos Bezerra (MDB), candidato ao Senado, estarem na mesma aliança política. Eles sempre foram ferrenhos adversários, com críticas ácidas.
A união de ambos não foi assimilada pelo eleitorado e os dois líderes políticos tiveram dupla derrota, porque o ex-senador Antero Paes de Barros foi eleito, quando também estava atrás nas pesquisas.
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