Dorinaldo Malafaia afirma que escala trabalhista 5×2 não vai quebrar a economia do país – Diário do Amapá


 

Douglas Lima
Editor

 

Em entrevista no programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9) deste sábado, 30, o deputado Dorinaldo Malafaia disse que ao aprovar a derrubada da escala de trabalho 6×1 e implementar a 5×2, a Câmara Federal, através de Comissão Especial, “pela primeira vez votou alguma coisa importante para a qualidade de vida do trabalhador brasileiro”.

 

O parlamentar foi o único da bancada amapaense que compôs a Comissão Especial que aprovou o Relatório para a mudança do expediente de trabalho e que depois foi referendado pelo plenário da Câmara. Agora, a proposta está na Câmara Alta para avaliação e votação dos senadores.

 

Dorinaldo Malafaia reforçou a constatação de que o Poder Legislativo brasileiro tem em suas fileiras deputados e senadores a serviço dos interesses dos que detêm o poder no país, em detrimento da população em geral, e que isso foi claramente exposto nas várias tentativas de obstrução da matéria, durante as atividades da Comissão Especial que atuou na proposta de mudança da escala laboral.

 

O deputado previu que a mesma dificuldade os parlamentares a favor da mudança histórica terão no Senado. Ele antecipou, sem entrar em detalhes, que o senador amapaense Lucas Barreto já tem pronta uma proposta, acerca do assunto, que vai completamente na contramão da derrubada da escala de seis dias de trabalho e um de folga.

 

Malafaia atentou que a Comissão Especial elaborou o Relatório aprovado com base no que ouviu do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de empresários e de segmentos da classe trabalhadora. “Foi feito um Relatório que incorporou o sufoco dos trabalhadores com a escala 6×1”, garantiu.

 

“Votei com a convicção de que é insustentável para o trabalhador ficar seis dias trabalhando e ter apenas um de folga”, acrescentou o deputado federal com a afirmação de que a escala 5×2 não vai quebrar a economia do país, como não quebraram antes a implantação do 13º salário e o estabelecimento de férias remuneradas, entre outros avanços trabalhistas.

 



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