Uma criança indígena de 11 anos, da etnia Ingarikó, foi resgatada de helicóptero nesta sexta-feira (29) após sofrer uma picada de cobra na comunidade Manalai, localizada no município de Uiramutã, ao Norte de Roraima.
A remoção aérea foi realizada com apoio do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR) e de uma aeronave disponibilizada pelo Governo do Estado. Segundo os órgãos envolvidos, a operação foi necessária devido às condições climáticas que impediram o pouso das aeronaves utilizadas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Leste.
De acordo com informações da Casa de Saúde Indígena (Casai) Leste, a criança precisava ser transferida com urgência para uma unidade hospitalar de referência para receber soro antiofídico. As fortes chuvas registradas na região deixaram a pista de pouso da comunidade alagada, inviabilizando o uso de aeronaves convencionais.
A coordenadora da Casai Leste, Yara Lima, informou que o resgate foi solicitado após a constatação de que o acesso à localidade só poderia ser realizado por helicóptero. Segundo ela, algumas comunidades atendidas pelo Dsei Leste possuem acesso exclusivamente aéreo, o que dificulta o deslocamento em períodos de chuvas intensas.


Ainda conforme a coordenadora, a vítima recebeu os primeiros atendimentos na própria comunidade antes da remoção. Ela afirmou que a criança apresentava quadro estável no momento do transporte e seguiria para atendimento especializado na capital.
O subtenente do Corpo de Bombeiros, Júlio Godoi, explicou que a corporação foi acionada após a confirmação da ocorrência. A equipe deslocou-se até a comunidade com apoio da aeronave e realizou a avaliação da vítima antes do transporte para Boa Vista.




Segundo o militar, foi constatado no local que a criança havia sido vítima de um acidente ofídico. Após os primeiros cuidados, ela foi encaminhada para continuidade do tratamento hospitalar.
A comunidade Manalai está localizada em uma região de difícil acesso no município de Uiramutã, e durante o período chuvoso as operações de transporte e atendimento de saúde costumam enfrentar desafios logísticos devido às condições das pistas de pouso e das vias de acesso.
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