
O mercado pet mundial vive uma expansão acelerada e deve ultrapassar a marca de US$ 650 bilhões até 2030, segundo projeções de consultorias internacionais e análises do setor. O crescimento é impulsionado principalmente por jovens adultos que vêm transformando a relação com cães e gatos e influenciando diretamente os hábitos de consumo ligados aos animais de estimação.
Mais do que companhia, os pets passaram a ocupar um espaço afetivo cada vez maior dentro das famílias. Esse movimento tem impulsionado gastos com alimentação premium, planos de saúde, produtos personalizados, tecnologia, bem-estar e até decoração voltada aos animais. Relatórios do setor apontam que a chamada “humanização pet” se consolidou como uma das principais tendências globais de consumo.
No Brasil, o cenário acompanha a expansão internacional. Dados do Instituto Pet Brasil e da Abinpet mostram que o país já possui uma das maiores populações de animais domésticos do mundo, com crescimento contínuo principalmente entre gatos em áreas urbanas.
Especialistas explicam que Millennials e Geração Z costumam enxergar os pets como parte da estrutura familiar, influenciando decisões de consumo e estilo de vida. Muitos jovens adultos têm adiado casamento e filhos, mas ampliado investimentos em animais de estimação, criando uma demanda maior por serviços e experiências premium.
Esse comportamento já impacta diferentes setores da economia. Restaurantes, hotéis, cafeterias e até empresas passaram a adaptar espaços para receber animais. O mercado também registra crescimento de produtos tecnológicos, como coleiras inteligentes, câmeras de monitoramento e aplicativos voltados ao acompanhamento da saúde dos pets.
A alimentação aparece entre os segmentos que mais crescem. Consumidores têm buscado rações funcionais, alimentação natural e produtos com foco em saúde preventiva. O mesmo ocorre com serviços veterinários especializados e terapias voltadas ao bem-estar animal.
O avanço do mercado pet também reflete mudanças emocionais e sociais. Estudos internacionais apontam que animais ajudam na redução da solidão, ansiedade e estresse, principalmente entre jovens adultos e idosos. Com isso, o vínculo afetivo entre tutores e pets se fortalece e influencia diretamente os padrões de consumo.
Para especialistas, a tendência é que o setor continue crescendo nos próximos anos, impulsionado pela combinação entre tecnologia, bem-estar e relações afetivas mais próximas entre humanos e animais. O mercado pet deixou de ser apenas um segmento ligado ao cuidado básico e passou a ocupar espaço estratégico dentro da economia global.