O clima dos antigos arraiais acreanos vai tomar conta de um dos principais cartões-postais da capital neste fim de semana. nesta sexta-feira, sábado e domingo, 29, 30 e 31, o Lago do Amor será o cenário da Feira de Economia Criativa e Agricultura Familiar – Arraiá Delas. O evento, que acontece das 17h às 22h (com recepção de público a partir das 16h), projeta receber mais de 2.500 visitantes ao longo de seus três dias de programação.
Promovido pela associação Elas Fazem Acontecer Acre, a feira vai reunir mais de 60 mulheres empreendedoras de pequenos negócios urbanos e da agricultura familiar. Mais do que uma festividade junina, o Arraiá Delas cumpre um papel estratégico: conectar diretamente a produção do campo à mesa e ao consumo da cidade, impulsionando a autonomia financeira de mulheres da capital e dos municípios de Bujari, Senador Guiomard e Plácido de Castro, representadas pelo Movimento de Mulheres Camponesas.
“O Arraiá Delas reúne dezenas de mulheres de pequenos negócios e da agricultura familiar. É costura criativa, produtos criativos, hortaliças, gastronomia regional e muito mais. É claro que o clima junino vai tomar conta. Chama as amigas, reúne a família e vem pro Lago do Amor”, convida a coordenadora do Coletivo Elas Fazem Acontecer, Lidianne Cabral.
Resgate cultural e gastronomia de raiz
O público que passar pelo Lago do Amor terá acesso a uma ampla variedade de produtos e serviços que resgatam a memória afetiva regional. Estão confirmadas barracas com comidas típicas do período junino, gastronomia regional, venda de hortaliças e produtos orgânicos trazidos diretamente da roça por produtoras rurais, além de estandes de artesanato, costura criativa e moda autoral.
Para além das compras, a programação cultural foi desenhada para atender toda a família. O espaço contará com música ao vivo, apresentação de quadrilha junina, o tradicional bingo, sorteio de brindes e uma área dedicada a brincadeiras tradicionais para as crianças.
Impacto econômico e social
A engrenagem por trás do Arraiá Delas movimenta a economia local de forma significativa. Ao todo, o evento gera trabalho e renda direta para aproximadamente 110 mulheres, incluindo na conta as expositoras, trabalhadoras da cultura, equipe de produção e a grade de programação.
A associação realizadora nasceu justamente no período da pandemia de Covid-19 com o propósito claro de criar redes de apoio e emancipar financeiramente mulheres da cidade, do campo, além de comunidades indígenas, negras e ribeirinhas do estado.
Para viabilizar a estrutura e o alcance da feira, o projeto conta com uma ampla rede de apoio institucional, envolvendo o Governo Federal (via Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), a Prefeitura de Rio Branco, o Governo do Estado do Acre, o CMEC (Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura) e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), que atua como parceira científica e de extensão no fortalecimento de coletivos e associações lideradas por mulheres.