Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)
O Grupo Tático Aéreo (GTA) divulgou, nesta quinta-feira (28), imagens chocantes encontradas com um dos criminosos mortos durante o desmonte de uma base de facção em Santana, na última quarta-feira (27). O vídeo mostra Juliano Victor da Silva Ferreira, conhecido como “General”, de 28 anos, torturando uma mulher ao apagar um cigarro contra o corpo dela. Toda a ação de violência foi gravada e praticada na presença de crianças.
Segundo as forças de segurança, o registro reforça o perfil violento e impiedoso do criminoso, que exercia um papel de liderança dentro da organização criminosa APS.
A descoberta do material ocorreu um dia após a operação conjunta que resultou na morte de “General” e de outros dois comparsas no bairro Monte das Oliveiras, em Santana, a 17 km de Macapá. A ação integrada envolveu o GTA, a Coordenadoria de Inteligência e Operações (CIOP), a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e o 4º Batalhão da Polícia Militar.

Cenas de tortura ocorreram na frente de crianças e encontradas no celular do criminoso. Fotos: reprodução
De acordo com o Capitão Bryan Fonseca, o trio estava diretamente envolvido em uma onda de ataques violentos que vinha aterrorizando a zona norte da capital, especialmente no bairro Brasil Novo e nos habitacionais Macapaba e Miracema.
Juliano Victor da Silva Ferreira, o “General”, de 28 anos, era apontado como uma das lideranças da facção criminosa APS. Com um histórico marcado pela violência, ele possuía passagens pelos crimes de furto e roubo. Em uma de suas ações mais ousadas, Juliano foi preso após assaltar clientes que realizavam depósitos no interior de uma agência bancária em Macapá.
Jordão Lima da Trindade, conhecido pelo apelido de “Bart”**, tinha 22 anos. Natural do município de Afuá, no Pará, ele já possuía registros no sistema de justiça pelo crime de furto. Jordão estava homiziado na base operacional em Santana junto aos demais comparsas no momento da chegada das equipes táticas.

“General” possuía passagens pelos crimes de furto e roubo
Marcelo Nunes Benaion, o “G2”, de 39 anos, foi o terceiro envolvido a morrer no confronto com as forças de segurança. Ele fazia parte do grupo que operava na base desmantelada no bairro Monte das Oliveiras. Assim como os outros, Marcelo era investigado por participação direta nos recentes ataques armados que atingiram os habitacionais Macapaba e Miracema, na zona norte da capital.
No local que servia de base para o grupo, as equipes policiais apreenderam três armas de fogo, porções de entorpecentes, munições, um colete balístico e uma câmera de monitoramento, que era utilizada para vigiar a aproximação das viaturas.
A Polícia Civil do Amapá e as forças de inteligência seguem com as investigações para identificar e capturar outros integrantes da facção que participaram dos recentes ataques na região metropolitana.