O ex-senador Cidinho Santos (PP) afirmou que o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), age com “oportunismo” ao criticar a estadualização da antiga BR-174, atual MT-170, no noroeste do estado.

É muito oportunismo. A gente tem que ter uma certa coerência
Segundo Cidinho, apesar dos problemas registrados na rodovia, a obra representa um avanço histórico para a região, que enfrentou décadas de dificuldades devido à precariedade da estrada.
“É muito oportunismo. A gente tem que ter uma certa coerência. O pessoal sofreu muitos e muitos anos nessa rodovia”, disse à imprensa nesta quarta-feira (27).
“Agora temos um problema, que é a questão das construtoras, que enfrentam dificuldades. Há também um tráfego muito pesado, com muitos caminhões circulando acima do peso”, completou.
A declaração foi dada em defesa do ex-governador Mauro Mendes (União), que recentemente chamou Wellington de “cara de pau” por criticar a estadualização da via. O senador questionou, durante audiência no Tribunal de Contas do Estado (TCE), a decisão do Governo do Estado de assumir a rodovia.
Cidinho, que já presidiu o Conselho da Rota do Oeste, afirmou que os problemas identificados na MT-170 são pontuais e devem ser solucionados pelas empresas responsáveis pelas obras.
“É um problema localizado. A construtora tem que resolver, porque existe um prazo de cinco anos de garantia da obra. Quando você age de forma oportunista, corre o risco de receber a resposta que o senador Wellington recebeu do ex-governador Mauro Mendes, que não ficou satisfeito”, afirmou.
Entenda
Wellington Fagundes afirmou que a federalização da rodovia ocorreu em 2008 após articulação dele junto ao Governo Federal. Em 2022, porém, o Governo de Mato Grosso conseguiu reassumir a estrada.
Para o senador, a decisão do Executivo estadual de estadualizar a via foi “um erro”. A rodovia liga Juína a Colniza, passando por Castanheira, Juruena e Aripuanã, em um trecho superior a 270 quilômetros.
Em vídeo publicado no Instagram, Mauro Mendes relembrou o histórico de atoleiros e problemas de trafegabilidade da antiga BR-174 e destacou que Wellington tinha forte influência política no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
“Durante esses 14 anos, o que aconteceu na prática com esta BR-174 foi um total abandono: atoleiro, desespero das pessoas, que chegavam a demorar vários dias, 10 horas, 11 horas para atravessar essa estrada em péssimas condições”, disse Mendes.
Veja o vídeo:
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