Há exatamente 365 dias, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciava Carlo Ancelotti como novo técnico da Seleção Brasileira. A chegada do treinador italiano encerrou uma longa negociação e marcou um momento histórico para o futebol nacional. Pela primeira vez, um estrangeiro comandará o Brasil em uma Copa do Mundo.
Ancelotti desembarcou no país cercado de expectativa e com a missão de recolocar a Seleção entre as principais forças do futebol mundial após um ciclo de instabilidade iniciado no pós-Catar. O italiano assumiu o cargo após passagem vitoriosa pelo Real Madrid e iniciou um processo de reformulação técnica e de ambiente dentro da Amarelinha.
A estreia aconteceu em junho de 2025, em um empate sem gols contra o Equador, fora de casa, pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Dias depois, veio a primeira vitória: 1 a 0 sobre o Paraguai, em São Paulo, resultado importante na caminhada brasileira rumo à Copa do Mundo de 2026.


Em um ano no comando, o treinador dirigiu o Brasil em 10 partidas oficiais. O retrospecto registra cinco vitórias, dois empates e três derrotas, com 13 gols marcados e oito sofridos. O desempenho garantiu a classificação brasileira para a Copa do Mundo de 2026 e consolidou a confiança da CBF no trabalho desenvolvido.
Durante o período, Ancelotti realizou seis convocações oficiais e promoveu mudanças importantes na estrutura da Seleção. Wesley, Casemiro e Matheus Cunha foram os únicos atletas presentes em todas as listas do treinador. No ataque, Estêvão se transformou no principal goleador da era Ancelotti, com cinco gols marcados. Rodrygo, Vinicius Júnior e Gabriel Martinelli aparecem logo atrás, com dois cada.


A última convocação do primeiro ciclo do italiano aconteceu no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. A lista definiu os 26 jogadores para o Mundial e marcou também a renovação de contrato do treinador com a CBF até 2030, movimento que reforça a aposta da entidade em um projeto de longo prazo.
Além dos resultados, Ancelotti também promoveu mudanças nos bastidores. O perfil mais tranquilo e a relação próxima com os jogadores passaram a ser vistos internamente como pontos importantes na reconstrução da equipe após o período de instabilidade vivido entre as passagens de Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior.
Agora, o técnico italiano se prepara para o maior desafio desde que assumiu a Seleção. O Brasil estreia na Copa do Mundo de 2026 diante do Marrocos, em 13 de junho, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Depois, encara Haiti e Escócia pela fase de grupos do Mundial.