Acusado de matar caseiro há 13 anos é preso no MT

Prisão ocorreu nesta segunda-feira (25), na cidade de Várzea Grande (MT). — Foto: Cedida

Treze anos após um crime que chocou moradores da zona rural de Acrelândia, um homem apontado como pistoleiro contratado para executar um caseiro foi preso pela polícia no estado de Mato Grosso. O suspeito, identificado pelas iniciais R.N.P., é investigado por participação direta no assassinato de Ademar Marcelino de Barros, morto a tiros em fevereiro de 2013.

A prisão ocorreu nesta segunda-feira (25), na cidade de Várzea Grande (MT), durante uma operação realizada pela Polícia Civil do Acre com apoio da Polícia Civil mato-grossense.

Segundo as investigações, o crime teria sido motivado pela atuação de uma quadrilha especializada em furto de gado que monitorava uma fazenda localizada no km 6 da AC-475, nas proximidades da Vila Redenção, em Acrelândia.

Na época, o proprietário da fazenda havia viajado para São Paulo para tratar problemas de saúde e deixou Ademar responsável pela propriedade e pelo rebanho bovino. Durante as apurações, a polícia descobriu que integrantes da quadrilha chegaram a trabalhar como diaristas no local para estudar a rotina da fazenda e facilitar o furto dos animais.

Ainda conforme a investigação, os criminosos tentaram convencer o caseiro a colaborar com o esquema, mas ele recusou qualquer participação. Diante da negativa, o líder do grupo teria decidido eliminar a vítima.

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A polícia aponta que dois pistoleiros – tio e sobrinho, moradores de Senador Guiomard – foram contratados para cometer o assassinato. Um deles seria conhecido pelo apelido de “Neguinho”.

Na noite de 26 de fevereiro de 2013, os suspeitos chegaram à propriedade em duas motocicletas. Enquanto o mandante aguardava na porteira para dar cobertura, os executores invadiram a residência do caseiro e efetuaram três disparos de arma de fogo contra Ademar Marcelino de Barros, que morreu no local.

Após o crime, os envolvidos fugiram. Desde então, R.N.P. permanecia foragido, se escondendo em outros estados brasileiros.

De acordo com a Polícia Civil, a captura só foi possível após 13 dias de trabalho intenso de inteligência e cruzamento de informações entre as forças de segurança do Acre e de Mato Grosso.

O suspeito foi submetido aos procedimentos legais em Mato Grosso e aguarda transferência para o Acre. As investigações continuam para localizar e responsabilizar outros envolvidos no caso.

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