No Irã, a jovem muçulmana Shirin Ebadi contribuiu ativamente para a Revolução Islâmica de 1979. Na mesma trincheira, estavam unidos propagandistas religiosos, comunistas e feministas. Michel Foucault — renomado intelectual francês — era grande entusiasta da revolução e da espiritualidade política simbolizada pelo hijab.
Atualmente, centenas de prisioneiros políticos são torturados e executados por enforcamento
O Xá Reza Pahlavi foi exilado e o aiatolá Khomeini assumiu o poder baseado na Sharia. Após um mês, Ebadi perdeu o cargo de juíza, visto que a sua condição de mulher a desqualificava para o exercício da magistratura. Ordenaram-lhe que se cobrisse com o véu. A vestimenta, outrora símbolo da liberdade revolucionária, passou a ser instrumento de submissão feminina. Certa manhã, Ebadi abriu o jornal e observou, estarrecida, a publicação de leis estabelecendo a desigualdade de direitos entre homens e mulheres. Ela registrou em cartório um pacto pós-nupcial com o seu marido, garantindo a igualdade entre eles. Em seguida, passou a criticar os abusos do novo regime teocrático dos aiatolás. Após intensas lutas a favor dos direitos humanos, foi agraciada com o prêmio Nobel da Paz de 2003. Em 2011, Shirin Ebadi alertou a comunidade jurídica brasileira reunida na seccional paulista da OAB, sob a presidência do Dr. Luiz Flávio Borges D’Urso, ao expor graves violações de direitos humanos em solo iraniano.
Em pleno século XXI, a mulher é publicamente enterrada viva e apedrejada até a…
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