A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, a acreana Marina Silva, usou suas redes sociais neste domingo, 24, para compartilhar um reencontro carregado de afeto, gratidão e memórias de sua juventude. Nos corredores da Câmara dos Deputados, em Brasília, Marina esbarrou com Geison Morais, filho de seus primeiros patrões na época em que trabalhava como empregada doméstica no Acre.
No vídeo, visivelmente emocionada, a ministra brinca com a passagem do tempo ao abraçar Geison. “A gente sabe que ficou velho quando uma pessoa que a gente deu mamadeira tá desse tamanho”, sorriu a ministra.
Acolhimento após deixar o seringal
Marina Silva relembrou com detalhes o período em que chegou a Rio Branco, vinda da zona rural, e o papel fundamental que a família de Geison teve em sua trajetória antes de ela conseguir uma vaga no convento das irmãs servas de Maria.
“Foi uma família que me acolheu quando eu saí do seringal, antes de conseguir a vaga no convento. Eu conheci ele [Geison] muito pequenininho, até fiquei emocionada”, relatou Marina.
A ministra lembrou que morou e trabalhou na casa do “seu Dagmar” e da “dona Terezinha”, avós de Geison, e que conviveu muito com a mãe dele, a “dona Solimar”, que havia chegado de Sena Madureira. O ambiente, cercado por educadores, acabou se tornando uma extensão de aprendizado para a jovem que sonhava em estudar.
Lições de matemática na hora do almoço
O ponto alto das lembranças de Marina foi a recordação do pai de Geison, o “seu Juca”, que era professor. Ela contou que, embora fosse boa em matemática nas quatro operações básicas e tivesse acabado de passar pelo Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), ainda não dominava conceitos mais complexos.
“O pai dele foi quem me ensinou a raiz quadrada. Na época eu fazia a educação integrada e não sabia fazer raiz quadrada. E aí o seu Juca, na hora do almoço, antes de eu lavar os pratos, ele me ensinava a raiz quadrada porque ele era professor”, relembrou com carinho.
Na legenda da publicação, Marina sintetizou o sentimento que o encontro proporcionou: “O tempo voa, né? E a gente percebe isso quando reencontra, adulto, alguém que um dia segurou no colo. A vida tem dessas delicadezas. Os anos passam, mas as lembranças, a gratidão e o afeto permanecem”.