Ilde vê risco de racha na base por disputa na Câmara: “Sequelas”


O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou ver risco de desgaste político dentro da base do prefeito Abilio Brunini (PL) em meio à disputa pela Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá para o biênio 2027/2028.

 

Para o Executivo é muito importante ter o consenso

Segundo o parlamentar, a formação de grupos rivais dentro da Casa pode provocar consequências políticas tanto para o Legislativo quanto para o Executivo.

 

“Quando se formam dois grupos, vai sair um vencedor e vai sair um grupo derrotado e no final das contas ficam as sequelas. Então, é muito ruim”, afirmou nesta terça-feira (19).

 

Ilde disputa espaço com o vereador Dilemário Alencar (União) e com o grupo que articula uma mudança no regimento interno para permitir a reeleição da atual presidente da Câmara, Paula Calil (PL).

 

O vereador afirmou que o consenso seria o melhor caminho para evitar divisão interna e preservar a governabilidade da Prefeitura. Ele, no entanto, não respondeu se estaria disposto a compor com o grupo de seus adversários.

 

“Para o Executivo é muito importante ter o consenso por causa da sua governabilidade. Para população também é importante ter o consenso, porque aqui precisamos discutir projetos bons para cidade”, disse.

 

Sem “pitaco”

 

Ilde também disse defender que o prefeito não interfira diretamente na disputa pela Mesa Diretora. Para ele, uma intromissão de Abilio poderia gerar atrito entre parlamentares que hoje são seus aliados.

 

“Esse é um dos motivos que eu venho falando para o Executivo não se intrometer diretamente nessa eleição”, declarou.

 

Segundo ele, a relação com Abilio permanece harmoniosa, apesar da preferência pública do prefeito por Paula Calil na presidência da Casa de Leis.

 

“É óbvio que eu não fico feliz, porque eu gostaria que ele também tivesse preferência por mim, por eu ser da base e defender os projetos dele desde o início do mandato, mas é tranquilo”, disse.

 

O vereador ainda afirmou que uma eventual vitória de sua chapa não transformaria a Câmara em oposição à Prefeitura.

 

“Não vejo isso. Por que ser oposição do Abilio? Não tem nenhuma ação policial, nenhuma operação. Ele está arrumando a casa”, afirmou.

 

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