Ferramenta vai auxiliar bombeiros no monitoramento de focos de calor e no combate a incêndios florestais
O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) e o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC) firmaram, nesta quarta-feira (20), um acordo de cooperação técnica para fortalecer o combate às queimadas no estado. A parceria prevê a criação de uma plataforma digital com monitoramento em tempo real de focos de calor e áreas de risco.
A ferramenta vai utilizar inteligência geoespacial, imagens de satélite e tecnologias digitais para auxiliar as equipes durante incêndios florestais e outras ocorrências ambientais. O objetivo é tornar as ações mais rápidas e estratégicas, além de ampliar a capacidade de prevenção.
A plataforma reunirá informações como intensidade e direção dos ventos, imagens atualizadas de satélite, rotas de acesso às áreas afetadas e dados produzidos pelos órgãos parceiros. O sistema deve ajudar tanto no monitoramento das regiões mais vulneráveis quanto no planejamento das operações em campo.
O presidente do IMESC, Dionatan Carvalho, ressaltou que o uso da tecnologia e da integração de dados pode tornar as respostas mais eficientes diante das ocorrências ambientais.
“Vamos reunir dados estratégicos e integrar diferentes bases de informações para apoiar a tomada de decisões e tornar as respostas mais rápidas e eficientes”, disse.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, coronel Lisboa, explicou que a ferramenta permitirá uma identificação mais rápida das áreas com maior concentração de incêndios.
“Isso facilita uma visualização rápida de onde tem a maior concentração de incêndios, facilita no monitoramento, na prevenção e também no trabalho de intervenção”, destacou.
Somente este ano, durante a Operação Maranhão Sem Queimadas, mais de 5.400 incêndios florestais e em vegetação já foram combatidos no estado. A ação conta com apoio de drones, viaturas e equipes especializadas, além de atividades educativas em comunidades.
Ainda segundo o coronel Lisboa, a previsão é de aumento nas ocorrências de incêndios em 2026 devido aos efeitos do fenômeno El Niño, que deve provocar temperaturas mais elevadas no Maranhão. Com isso, a demanda de trabalho do Corpo de Bombeiros também deve crescer, tornando o uso dessas ferramentas tecnológicas ainda mais importante no monitoramento e combate às queimadas.