Operação em presídios do Acre apreende celulares e mira comunicação do crime organizado


Celulares, carregadores, fones de ouvido e substâncias ilícitas foram apreendidos em unidades prisionais do Acre durante a décima primeira fase da Operação Mute, realizada nesta semana no estado. A ação faz parte de uma mobilização nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), com apoio da Polícia Penal Federal e das polícias penais estaduais.

No Acre, a operação começou em Rio Branco na segunda-feira, 18, passou por Sena Madureira na terça-feira, 20, e foi concluída nesta quinta-feira, 21, em Cruzeiro do Sul.

Durante as ações nas unidades do interior, foram apreendidos sete aparelhos celulares, cinco em Sena Madureira e dois em Cruzeiro do Sul.

Além dos celulares, as equipes encontraram carregadores, estoques, fones de ouvido e substâncias ilícitas dentro das unidades prisionais.

Objetivo é interromper comunicação criminosa

Segundo a Senappen, a Operação Mute tem como principal objetivo impedir a comunicação de detentos com integrantes de organizações criminosas fora dos presídios.

O policial penal federal Jonnathan Alvim, representante da Senappen, afirmou que a ação busca retirar objetos ilícitos das unidades penitenciárias, principalmente aparelhos celulares.

“É uma operação de âmbito nacional que busca a retirada de objetos ilícitos dos presídios, mirando principalmente nos celulares para evitar comunicação interna com o mundo externo”, explicou.

O chefe da Divisão de Estabelecimento Penal de Sena Madureira, Emanoel Dantas, afirmou que a operação busca reforçar o controle dentro das unidades. “Estamos tirando toda a comunicação do preso com o ambiente interno e externo para coibir o crime”, declarou.

Já o chefe da Divisão de Estabelecimento Penal de Cruzeiro do Sul, Elves Barros, destacou que a apreensão de celulares é considerada estratégica no combate às organizações criminosas.

“Nosso objetivo é quebrar a estrutura das organizações criminosas e evitar a comunicação com o externo”, afirmou.

A Operação Mute ocorre simultaneamente em unidades penitenciárias das capitais e também do interior dos estados brasileiros.



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