Olhe nos olhos dela


São os sonhos, por mais simples que possam ser, que nos trazem felicidade. Só vai depender de quem sonha. E o sonho pode ser mesmo quando estamos acordados. Assistindo ao programa da seleção dos jogadores, no Museu do Amanhã, lembrei-me de tudo isso. Por que o ambiente terá sido escolhido no Museu? Talvez, sei lá, o Técnico tenha se apaixonado, assim como eu, pela grandeza do Museu. Porque é assim. Várias vezes já sugeri, por aqui, que se você for ao Rio de Janeiro não deixe de visitar o Museu do Amanhã. É um momento que quando vivido jamais esquecido. Já falei pra você, do dia e que estávamos visitando o Museu. Às dezoito horas o Museu fechou e eu, a Salete, a Helena, nossa filha, saímos pela porta de trás, o que é natural. Sentamo-nos no banquinho da pracinha do Museu e ficamos olhando os barcos passando. De repente a Salete quase pulou, por pouco não gritou. Ela tinha esquecido a bolsa no banheiro do Museu. Olhamos e tudo estava fechado no Museu. Corremos à porta por onde tínhamos saído. O segurança nos atendeu, abriu a porta e entramos. Fomos elegantemente atendidos.

A bolsa estava com o pessoal e o cidadão nos mostrou todos os objetos que estavam na bolsa, o que é natural. Agradecemos e saímos felizes com um momento que sabíamos que jamais esqueceríamos. Mas não é por isso que sugiro você visitar o Museu do Amanhã, sempre que você for ao Rio de Janeiro. É um ambiente que nos encanta. E enquanto eu pensava no Museu, neste momento, muitos outros acontecimentos agradáveis e inesquecíveis passaram por minha cabeça, como pensamentos saudáveis. De repente olhei para o televisor e um rebanho de cavalos passava pela tela. E no embalo dos sonhos o que me veio à mente foi um episódio a que assisti quando ainda era criança e que me encanta até hoje. Nunca falo dele porque pouca gente acreditaria. Espetáculos que sempre foram apresentados, no Brasil, por companhias internacionais. Tudo foi durante a II Guerra. Mas o que importa é o que nunca saiu de minha memória. O episódio era uma mulher atravessando a rua, em dois cavalos. Só que, os cavalos corriam bem ligados, lado a lado, um do outro. Enquanto a mulher ficava em pé, com um pé sobre cada um dos cavalos. Isso foi em Natal, no Rio Grande do Norte, ainda na década dos quarentas. Eu ainda era criança, mas não consigo esquecer aquela cena. Nunca esqueça o que fizer você se sentir feliz, na sua vida. A felicidade enriquece espiritualmente. Pense nisso.

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