Porto Velho tem a pior qualidade de vida entre as capitais


Um novo ranking sobre a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros, divulgado nesta quarta-feira (20) pelo instituto Imazon e parceiros, revelou cenários preocupantes para Rondônia. O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, que mede o bem-estar da população com base em 57 indicadores sociais e ambientais, colocou a capital, Porto Velho, na última posição entre todas as capitais do país, com 58,59 pontos.

Diferente do Produto Interno Bruto (PIB), que foca na riqueza gerada, o IPS avalia se os investimentos chegam, de fato, à vida dos cidadãos. O estado de Rondônia, como um todo, também enfrenta dificuldades, ocupando a 23ª posição entre as unidades da federação, com uma pontuação geral de 58,60, refletindo desigualdades regionais que persistem em comparação aos estados do Sul e Sudeste.

Ranking das capitais (pontuação)

Confira o desempenho das capitais brasileiras no IPS Brasil 2026:

Curitiba (PR): 71,29

Brasília (DF): 70,73

São Paulo (SP): 70,64

Campo Grande (MS): 69,77

Belo Horizonte (MG): 69,66

Goiânia (GO): 69,47

Palmas (TO): 68,91

Florianópolis (SC): 68,73

João Pessoa (PB): 67,73

Cuiabá (MT): 67,22

Rio de Janeiro (RJ): 67,00

Porto Alegre (RS): 66,94

Natal (RN): 66,82

Aracaju (SE): 66,35

Vitória (ES): 66,02

Teresina (PI): 66,02

São Luís (MA): 65,64

Fortaleza (CE): 65,15

Boa Vista (RR): 64,49

Manaus (AM): 63,91

Belém (PA): 63,90

Rio Branco (AC): 63,44

Recife (PE): 63,22

Salvador (BA): 62,18

Maceió (AL): 61,96

Macapá (AP): 59,65

Porto Velho (RO): 58,59

Desafios de Rondônia no IPS 2026

Os dados demonstram que Rondônia precisa avançar em áreas fundamentais para garantir a cidadania plena. O índice brasileiro é estruturado em três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. É nesta última categoria, que abrange direitos individuais, inclusão social e acesso ao ensino superior, que o Brasil e o estado concentram seus piores desempenhos.

A nível nacional, o estudo destaca que municípios da região Norte, que integram a Amazônia Legal, apresentam índices ambientais contraditórios, muitas vezes com desempenho baixo em qualidade do meio ambiente. Fatores como desmatamento acumulado, emissões de gases de efeito estufa e supressão de vegetação pesam negativamente na pontuação final dessas cidades.

O que o índice revela

O IPS Brasil 2026, desenvolvido por organizações como Imazon e Fundação Avina, não apenas identifica falhas, mas serve como ferramenta para políticas públicas. Enquanto a dimensão de Moradia segue como a de melhor desempenho em todo o território nacional com média de 87,95 pontos, componentes como Direitos Individuais (39,14) e Inclusão Social (47,22) mostram a fragilidade do desenvolvimento social brasileiro.

Para especialistas, a nota de Porto Velho e do estado de Rondônia é um convite à reflexão sobre a aplicação dos investimentos públicos. “A proposta é medir o que realmente importa na vida das pessoas”, afirma Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil. O baixo desempenho da capital e do estado aponta que o crescimento econômico regional precisa vir acompanhado de estratégias robustas de inclusão social e preservação ambiental para elevar a qualidade de vida da população.

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