
O presidente estadual do MDB, ex-senador Romero Jucá, propôs aos convencionais da sigla a prorrogação, para as 18h, da convenção iniciada às 9h para decidir sobre com quais partidos irá coligar.
Em entrevista coletiva, Jucá explicou que a ideia é aguardar a definição dos outros partidos durante as convenções deste domingo (17). O ex-senador não descartou apoio a nenhuma das candidaturas e prometeu uma “posição firme” do MDB.
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Romero Jucá revelou que já conversou com alguns partidos, mas não conseguiu tratar com o PL do ex-prefeito Arthur Henrique, candidato a governador, herdeiro político do grupo emedebista.
“O PL não entrou em contato com o MDB, o MDB não entrou em contato com o PL. Nós temos conversado com outros partidos, então vamos aguardar porque a política se faz com tranquilidade, com respeito, com muita conversa e, principalmente, com compromisso com a população […]. Eu não não consegui falar com o prefeito Arthur, então uma conversa é uma conversa entre dois lados. E é preciso saber o seguinte: quem fala pelo PL? É o prefeito Arthur? É o deputado Nicoletti? É o Velton? O PL acho que tá ainda tentando buscar uma solução para saber quem realmente fala pelo PL”, criticou.
Ademais, o líder partidário disse propor que a sigla não se coligue com ninguém, porque o MDB não terá candidatura própria ao Governo na eleição suplementar.
“Cada um tem a liberdade de votar em quem quiser, a gente não impõe voto, não é o nosso estilo. A gente sempre trabalhou com liberdade para as pessoas, mas o partido terá uma posição. E aí as pessoas que, em tese, entenderem que não devem seguir a posição do partido, elas podem tirar licença do partido, não haverá nenhum tipo de retaliação”, disse.
O presidente do MDB também diz aguardar uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a realização da eleição direta, enquanto a Corte analisa a ação do Republicanos, partido do governador interino Soldado Sampaio, para suspender o calendário do pleito por insegurança jurídica.
Durante a coletiva, Jucá também esclareceu que a ação do MDB no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) para derrubar parcialmente as regras do pleito direto era para impedir que o ex-governador Edilson Damião (União Brasil) concorresse.
“Não seria correto o Edilson Damião poder concorrer ao governo novamente. O MDB se insurgiria contra isso. Fomos nós que fizemos a ação que redundou na cassação da chapa. Todo mundo sabe como foi a eleição de 2022, os abusos, os crimes cometidos, a eleição tomada da Teresa para governadora”, disse.