Sou inimigo declarado de chavões, também conhecidos por clichês, lugares-comuns ou frases feitas. Desses vícios de estilo, tenho uma grande lista própria que alimento com frequência.
Nestes dias que antecedem as eleições, sofremos muito, ouvindo a mesma lengalenga vazia, o mesmo palavrório repetido há décadas com ares de novidade. Os mesmos chavões, as mesmas expressões batidas que outros políticos já falavam e repetiam há cinquenta anos.
Os mesmos chavões, as mesmas expressões batidas que outros políticos já falavam e repetiam há cinquenta anos.
Basta ouvir os candidatos discursarem para saber se são políticos profissionais. Se eles usarem uma ou mais das palavras ou expressões abaixo, pode ter certeza: “toma-lá-dá-cá”, “casuísmo”, “factoide”, “programático”, “rasgar a constituição”, “golpe”, “legado”, “inverdade”, “desserviço”, “terminar em pizza”.
E ainda: “passar o país a limpo”, “afogadilho”, “musculatura política”, “desapego ao poder”, “campanha propositiva”, “sagrado direito do voto”, “o povo é sábio”, “declinar”. “O povo no poder” e o indefectível “estado democrático de direito”.
Deixei por último o…
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