Uma comissão formada por jornalistas e representantes de entidades da comunicação de Rondônia estará na Câmara Municipal de Porto Velho na próxima segunda-feira para cobrar providências institucionais diante das denúncias envolvendo o vereador Marcos Combate.
A mobilização está marcada para as 9h, durante a sessão legislativa no plenário da Casa, e ocorre em meio a denúncias de agressões físicas, intimidações e ameaças contra profissionais da imprensa.
Participam da ação integrantes da Associação Rondoniense de Jornalistas Digitais (Arjore), Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Rondônia (Sinjor-RO), Federação Nacional dos Comunicadores (Fenacom), Grupo União dos Jornalistas e representantes da Rede Nacional de Proteção a Jornalistas e Comunicadores.
O grupo pretende cobrar uma resposta formal da Câmara Municipal diante das acusações envolvendo o parlamentar. O episódio mais recente citado pelas entidades envolve o jornalista Edval Sheik, proprietário do site Se Liga PVH, que registrou boletim de ocorrência relatando ter sido agredido dentro das dependências do Legislativo municipal.

Segundo as informações apresentadas pelas entidades, o jornalista afirmou ter sofrido agressões com socos e golpes de capacete durante o episódio ocorrido dentro da Câmara.
Além do caso recente, os documentos anexados pela comissão apontam outros episódios atribuídos ao vereador, incluindo denúncias de ameaças, intimidações, injúrias, desacato, violência verbal e constrangimentos contra profissionais da comunicação, empresários e agentes públicos.
Entre as medidas que serão cobradas pelas entidades estão a preservação das imagens internas da Câmara referentes ao dia da ocorrência, a instauração de procedimento disciplinar por quebra de decoro parlamentar, atuação da Comissão de Ética e adoção de medidas de segurança para jornalistas durante coberturas no Legislativo.
O presidente do Sinjor-RO, Zacarias Pena Verde, afirmou que o episódio ultrapassa a esfera individual e afeta diretamente a liberdade de imprensa.
“Quando um jornalista é agredido dentro da própria Câmara Municipal por causa do seu trabalho, não está em jogo apenas a integridade física de um profissional. O que está em jogo é a liberdade de imprensa, o direito da sociedade à informação e o próprio ambiente democrático”, declarou.
Já a jornalista Yalle Dantas, presidente do grupo União dos Jornalistas, afirmou que os casos precisam de resposta institucional.
“Não estamos diante de um episódio isolado. O que aconteceu dentro da Câmara é extremamente grave e exige resposta firme das instituições. O silêncio diante disso abre espaço para a naturalização da violência contra jornalistas”, afirmou.
A Câmara Municipal de Porto Velho ainda poderá se manifestar oficialmente sobre os pedidos apresentados pelas entidades durante a sessão da próxima segunda-feira.




