Educação se pronuncia após aluno ser levado à delegacia por ameaçar explodir escola e matar professora em Rio Branco


A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) se pronunciou nesta sexta-feira, 15, sobre o caso do estudante de 13 anos conduzido à Delegacia de Flagrantes (Defla) após ameaçar uma professora e mencionar um possível ataque dentro de uma escola pública no Conjunto Tucumã, em Rio Branco.

Em nota enviada ao portal A GAZETA, a SEE informou que acompanha a situação junto à gestão da escola e aos órgãos de segurança pública, que foram acionados logo após o episódio.

“A SEE informa que acompanha a situação junto à gestão da escola e aos órgãos de segurança pública, que foram prontamente acionados”, afirmou a secretaria.

O órgão também destacou que situações desse tipo são tratadas “com a máxima seriedade”, em atuação integrada com as forças de segurança que integram o Observatório de Segurança Escolar e demais instituições competentes.

O caso aconteceu na quinta-feira, 14, e gerou preocupação entre estudantes e servidores da unidade de ensino, poucos dias após o ataque registrado no Instituto São José, em Rio Branco, que terminou com duas servidoras mortas.

Aluno ameaçou professora e citou explosão

Segundo informações da Polícia Militar, a situação começou depois que uma estudante procurou a equipe gestora da escola para relatar o comportamento do colega.

De acordo com o relato, o adolescente teria afirmado que pretendia lançar uma bomba na escola e matar várias pessoas.

A direção acionou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar após receber a denúncia.

Durante a abordagem, o estudante admitiu aos policiais que ameaçou matar a professora após uma discussão em sala de aula, mas negou parte das acusações relacionadas ao suposto ataque à escola.

Uma estudante de 12 anos, ouvida como testemunha, afirmou que a confusão começou depois que a professora pediu várias vezes para o adolescente retornar ao lugar durante a aula.

Segundo o depoimento, o aluno reagiu de forma agressiva, insultou a professora e fez ameaças diante da turma.

A testemunha também relatou que ouviu o adolescente mencionar suposta ligação com integrantes de organização criminosa e afirmar que chamaria outras pessoas para “resolver” a situação na escola.

Ainda conforme o relato, ele teria comentado sobre provocar uma explosão na unidade e atacar estudantes.

A professora confirmou à polícia que o adolescente apresentou comportamento alterado durante toda a discussão e que também foi alvo de ameaças e ofensas verbais.

Bilhetes trocados entre alunos durante a aula foram recolhidos e anexados ao procedimento investigativo.

Após os primeiros atendimentos, o adolescente foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Veja nota da SEE na íntegra:

A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) informa que acompanha a situação junto à gestão da escola e aos órgãos de segurança pública, que foram prontamente acionados.

A SEE reforça que situações dessa natureza são tratadas com a máxima seriedade, em atuação integrada com as forças de segurança que integram o Observatório de Segurança Escolar e demais órgãos competentes.



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