Quando começou a discussão sobre a implantação do VLT em Cuiabá, ainda para a copa do mundo de 2014, eu, como engenheiro civil, vislumbrei um problema futuro na implantação dessa modalidade de transporte sobre o canal da prainha, ‘escondido’ do olhar cotidiano da população desde a segunda metade da década de 1970.
Nos anos 60 do século passado, o córrego da Prainha passou por um processo de retificação `a céu aberto, com as contenções laterais escalonadas. Abriu-se à margem do leito retificado, duas pistas que foram denominadas de Avenida Tenente Coronel Duarte, ao longo da qual abriga até os dias atuais uma intensa atividade comercial.
Na década seguinte, precisamente nos anos de 1977 e 1978, o córrego foi canalizado até o Rio Cuiabá. Aqui começa a análise, enquanto engenheiro, não com um rigor técnico que o caso requer, mas para questionar, a equipe técnica da Sinfra, responsável pela implantação dessa obra, sobre a situação da laje que lacra o canal do córrego.
Recordo que ao longo do trajeto desse córrego, foram executadas a laje de fundo, paredes e a laje de cobertura. Enquanto usuário daquelas importantes vias que ladeiam o canal, nunca vi nenhum tipo de manutenção interna do mesmo que se tornou ao longo dos anos leito para águas pluviais, e esgoto e toda natureza de lixo urbano descartado no canal.
Para todos que ainda se lembram dessa obra, o canteiro central dessa avenida era exatamente a tampa do canal. Com o passar dos anos, com o aumento do fluxo de…
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