Quase 30 mil pessoas estavam desempregadas no Acre no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE. O estado registrou 29 mil desocupados entre janeiro e março deste ano, número 29,8% maior do que o observado no trimestre anterior, quando havia 22 mil pessoas sem trabalho.
O levantamento mostra que a taxa de desemprego no Acre subiu de 6,4% para 8,2% no período, colocando o estado entre os maiores aumentos proporcionais do país no início de 2026.
Apesar da alta no desemprego, o número de pessoas ocupadas permaneceu relativamente estável. O Acre contabilizou 322 mil trabalhadores no primeiro trimestre deste ano, contra 325 mil no trimestre anterior e 311 mil no mesmo período de 2025.
Os dados também indicam aumento na procura por emprego. A taxa de participação na força de trabalho chegou a 53%, acima dos 52,1% registrados no fim de 2025.
O trabalho por conta própria diminuiu no estado. O Acre passou de 61 mil trabalhadores autônomos no primeiro trimestre de 2025 para 54 mil em 2026, uma redução de 14,6%.
O levantamento ainda aponta crescimento da subutilização da força de trabalho. A taxa composta, que reúne desempregados, subocupados e pessoas disponíveis para trabalhar, chegou a 20,4% no Acre no primeiro trimestre deste ano.
O número de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas também aumentou. Segundo o IBGE, 13 mil acreanos trabalhavam menos horas do que gostariam no período analisado.
Já o rendimento médio mensal habitual dos trabalhadores acreanos ficou em R$ 2.852 no primeiro trimestre de 2026. O valor é superior ao registrado no mesmo período do ano passado, mas abaixo da média observada no fim de 2025.