Dinheiro prometido por Vorcaro para filme sobre Bolsonaro é maior que orçamentos de ‘Ainda Estou Aqui’ e ‘O Agente Secreto’ juntos


A denúncia de que o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teria negociado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o financiamento do filme Dark Horse, trouxe à tona novos questionamentos. Além das suspeitas de corrupção, os valores envolvidos chamam a atenção pela magnitude atípica para o mercado audiovisual nacional.

De acordo com áudios e documentos revelados pelo site The Intercept nessa quarta-feira (13), o custo total da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro seria de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões).

Comparativo

Se confirmados, esses montantes isolariam a obra como a mais cara da história do cinema brasileiro, apresentando uma disparidade imensa em relação a produções de alto orçamento, incluindo sucessos recentes de crítica e público:

  • Ainda Estou Aqui (2025): Vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, o longa de Walter Salles custou R$ 45 milhões. O orçamento de Dark Horse é quase o triplo deste valor.
  • O Agente Secreto (2026): O filme de Kleber Mendonça Filho, que também representou o Brasil na disputa pelo Oscar, teve um custo de R$ 28 milhões — cerca de um quinto do valor estimado para a cinebiografia de Bolsonaro.

Mesmo somados, os orçamentos de Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto totalizam R$ 73 milhões, pouco mais da metade do que teria sido negociado entre o senador e o banqueiro. Além disso, a denúncia aponta que US$ 10 milhões (R$ 61 milhões) já teriam sido efetivamente desembolsados por Vorcaro, quantia que, por si só, já supera individualmente o custo de qualquer um dos dois filmes citados.

Sobre ‘Dark Horse’

Os produtores de Dark Horse anunciaram o filme como uma cinebiografia de Jair Bolsonaro, com foco no episódio da facada, durante a campanha eleitoral de 2018, mas que também contaria episódios da sua vida pregressa, incluindo seus anos como deputado e um suposto envolvimento na repressão à luta armada durante a Ditadura Militar (1964-1985) – situação que não é historicamente comprovada.

A obra será estrelada pelo ator norte-americano Jim Caviezel (no papel de Jair Bolsonaro) e tem data de lançamento marcada para o próximo mês de setembro, poucas semanas antes do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil.

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