Viver muito e com saúde é o desejo de todos, mas os números mostram que o lugar onde moramos influencia diretamente no tempo de vida que teremos. Um novo levantamento do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR) revela um cenário preocupante para o Acre: a idade média ao morrer no estado é de apenas 57 anos.
O indicador de “idade média ao morrer” não deve ser confundido com a expectativa de vida ao nascer. Ele mostra, na prática, com qual idade as pessoas estão efetivamente falecendo no estado. O número coloca o Acre na 24ª posição entre as 27 unidades federativas do Brasil, ficando à frente apenas de Amazonas, Amapá e Roraima.
O contraste com outras regiões do país é nítido. Enquanto no Acre a média é de 57 anos, no Rio Grande do Sul, o primeiro colocado do ranking, as pessoas morrem, em média, aos 70,9 anos. São quase 14 anos de diferença entre um estado e outro.
Na região Norte, o Acre também precisa avançar para alcançar vizinhos como Rondônia, onde a média é de 64,5 anos, e o Pará, com 60 anos.
Por que esse número importa?
De acordo com o Instituto Cidades Sustentáveis, responsável pela pesquisa, esse índice funciona como um termômetro da realidade local, permitindo uma reflexão profunda sobre o acesso à saúde, que engloba a facilidade em conseguir consultas, exames e tratamentos para doenças graves. Além disso, o indicador ajuda a avaliar a qualidade de vida, considerando as condições de saneamento, alimentação e segurança oferecidas à população. Por fim, os dados evidenciam a eficiência das políticas públicas, demonstrando a capacidade de prefeitos e governantes em definir metas que realmente promovam o bem-estar social.
Mapa dos desafios
O estudo aponta que o Acre, assim como grande parte da região amazônica, está em uma zona de “grandes desafios” (identificada pela cor vermelha no mapa da pesquisa). Isso indica que há uma necessidade urgente de investimento em infraestrutura e serviços básicos para que o acreano possa viver mais.
A iniciativa faz parte do Programa Cidades Sustentáveis e busca orientar gestores públicos a tomarem decisões baseadas em dados para melhorar o futuro das cidades brasileiras.