A galeria do Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero) recebe a exposição “Onde Me Encontro: Arte e Neurodivergência” até o dia 29 de maio. A mostra apresenta produções artísticas de pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) atendidos pela unidade. O projeto busca utilizar a expressão visual como um pilar de valorização pessoal e estímulo à reabilitação.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, enfatizou que a iniciativa reflete o compromisso do estado com uma saúde mais humanizada. Para o gestor, a exposição é uma prova de que a arte atua como uma ferramenta poderosa de cuidado e desenvolvimento para pessoas neurodivergentes. A ação aproxima a comunidade das atividades desenvolvidas no centro de reabilitação.
As obras foram criadas durante a oficina “Onde Me Encontro”, conduzida pela artista visual Silvia Feliciano. No processo, os participantes utilizaram o contorno do próprio corpo em escala real para realizar colagens e desenhos. O foco principal da atividade foi o autoconhecimento, especialmente voltado a adultos diagnosticados tardiamente e mulheres autistas.
Interessados em conferir a exposição no Cero devem realizar o agendamento diretamente na recepção da unidade. O centro está localizado na Rua Barão do Amazonas, nº 9.960, no Bairro Mariana, em Porto Velho. As visitas institucionais também estão disponíveis, permitindo que escolas e grupos conheçam de perto o trabalho de inclusão social realizado pela instituição.
O secretário de saúde, Edilton Oliveira, reforçou que a inclusão de pacientes com TEA vai além do acompanhamento clínico tradicional. Segundo o titular da Sesau, promover a autonomia e o fortalecimento emocional por meio de práticas culturais é essencial para a qualidade de vida. O trabalho é coordenado por Andréia Zulke, que destaca a sensibilidade das obras expostas.
A produção executiva da mostra é assinada por Taiane Sales, com o suporte técnico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). A iniciativa reafirma o papel do Cero como um espaço não apenas de tratamento físico e intelectual, mas de acolhimento e escuta para as singularidades de cada indivíduo atendido em Rondônia.




