Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Acre (Ufac) realizam, na manhã desta quinta-feira, 14, um ato em frente à guarita da instituição, em Rio Branco. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau do Estado do Acre (Sintest-AC), a mobilização está marcada para as 8h e deve incluir o fechamento dos portões da universidade.
De acordo com a secretária-geral do Sintest-AC, Mirza Costa, a paralisação local integra o movimento nacional da categoria e completa 79 dias nesta quinta-feira.
“Vai ter um ato amanhã aqui na guarita da Ufac do Sintest, 8h da manhã, dos servidores técnico-administrativos da Ufac. Amanhã faz 79 dias que estão em greve, vão fechar os portões”, afirmou.
Segundo a dirigente sindical, a greve no Acre ocorre em adesão ao movimento nacional coordenado pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).
“A nossa greve, pela base sindical do Sintest Acre, ela é adesão nacional. A gente tem nossa federação, que é a Fasubra, lá em Brasília. São 54 instituições até o momento e 54 instituições aderiram à greve”, declarou.
Categoria cobra cumprimento de acordo
Ainda segundo Mirza Costa, o movimento reivindica o cumprimento de acordos firmados entre a categoria e o governo federal em 2024.
Ela afirmou que, até o momento, apenas pautas relacionadas ao reajuste salarial tiveram avanços.
“Essa greve agora de 2026 é uma greve que não tem novas pautas. A gente entrou em greve pelo descumprimento do acordo firmado em 2024”, disse.
A representante sindical também afirmou que outras reivindicações discutidas em mesas de negociação seguem sem resposta considerada satisfatória pelos servidores.
“Basicamente o governo fez o quê até agora? Só as pautas de impacto financeiro, então reajuste, que teve em 2024, teve também agora mais recente. Mas todas as nossas outras pautas, nós não tivemos avanço”, declarou.
Segundo ela, ao longo dos últimos meses ocorreram reuniões e grupos de trabalho envolvendo entidades sindicais e representantes do governo federal, mas sem avanços nas demais demandas da categoria.
“Tivemos muita conversa, muita mesa de negociação, grupos de trabalho feitos, compondo Fasubra, Sinasefe, Ministério da Educação, MGI, mas a gente não conseguiu ter êxito”, concluiu.