“É a destruição do varejo nacional”, diz fundador da Havan

A discussão sobre o possível fim da chamada “taxa das blusinhas” voltou a provocar reação entre empresários do varejo brasileiro. Em entrevista publicada pela revista Exame, o empresário Luciano Hang afirmou que uma eventual flexibilização das regras para compras internacionais pode representar “a destruição do varejo nacional”.

O dono da Havan criticou a possibilidade de redução de tributos sobre produtos importados vendidos por plataformas estrangeiras, especialmente empresas asiáticas que cresceram rapidamente no Brasil nos últimos anos.

Segundo Hang, o varejo nacional enfrenta custos tributários, trabalhistas e operacionais muito superiores aos das gigantes internacionais de e-commerce. Para ele, permitir vantagem competitiva para empresas estrangeiras pode gerar fechamento de lojas e perda de empregos no país.

A chamada “taxa das blusinhas” ficou conhecida após o governo federal anunciar medidas para taxar compras internacionais de pequeno valor realizadas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. O tema passou a dividir consumidores, empresários e representantes do setor produtivo.

De um lado, varejistas brasileiros defendem regras mais rígidas para evitar concorrência considerada desleal. Do outro, consumidores argumentam que os produtos importados oferecem preços mais acessíveis em comparação aos praticados no mercado nacional.

Durante a entrevista, Hang afirmou que empresas brasileiras geram empregos, pagam impostos e mantêm estrutura física no país, enquanto plataformas estrangeiras operariam com menos custos e maior capacidade de praticar preços baixos.

A discussão ganhou força após o crescimento acelerado das varejistas asiáticas no Brasil, impulsionado principalmente por roupas, eletrônicos e acessórios vendidos diretamente ao consumidor por aplicativos e marketplaces internacionais.

O debate também envolve arrecadação federal, competitividade do comércio brasileiro e impactos sobre o consumo popular, especialmente entre pessoas de baixa renda que passaram a utilizar plataformas internacionais como alternativa mais barata de compra.

Com informações Exame

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