Profissionais de saúde de São Luís denunciam precarização e cortes na alimentação em unidades mistas


Servidores da rede municipal de saúde de São Luís relatam um cenário de crise e precarização nas unidades mistas da capital. As denúncias apontam que a gestão da prefeita Esmênia Miranda (PSD) implementou medidas de contenção de gastos que resultaram na escassez de materiais médicos essenciais e no corte do fornecimento de alimentação para parte dos trabalhadores. Profissionais veteranos, com mais de 20 anos de serviço, afirmam que a situação atual é inédita e compromete tanto o bem-estar da equipe quanto o atendimento à população.

A falta de insumos atinge setores críticos como o de curativos, que estaria há dois meses operando sem placas específicas para o tratamento de feridas complexas. Além do desabastecimento, um memorando da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), assinado pela secretária Ana Carolina Marques Mitri no dia 4 de maio, formalizou a exclusão de diversas categorias do direito às refeições nas unidades.

A nova regra retira o benefício de funcionários administrativos, profissionais de apoio e assistentes fora de escalas específicas, sob a justificativa de uma “política de racionalização e redução de custos”.

A medida tem gerado indignação entre os colaboradores, que cumprem jornadas prolongadas sem suporte nutricional adequado dentro do ambiente hospitalar. O Ministério Público e órgãos fiscalizadores podem ser acionados para avaliar se a política de cortes fere direitos trabalhistas ou coloca em risco a segurança dos pacientes e servidores.

Até o momento, a Semus sustenta que as mudanças visam otimizar o orçamento da pasta, embora as queixas sobre a falta de materiais básicos continuem a crescer nos bastidores da saúde municipal.



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