As investigações da Polícia Federal (PF) contra o garimpo ilegal, apontam envolvimento do empresário Fabrício de Souza Almeida, sobrinho do ex-governador Antonio Denarium no esquema criminoso. Conforme a PF, Fabricio seria integrante de um núcleo financeiro com suspeita de esquema ligado à exploração clandestina de minério na Amazônia.
Roraima é um dos principais estados com foco de garimpo ilegal do país, especialmente em áreas próximas à Terra Indígena Yanomami, uma das maiores reservas indígenas do Brasil.
As apurações da PF apontam que o grupo investigado teria utilizado empresas e operações financeiras para ocultar valores supostamente obtidos com atividades ilegais de mineração. Sendo assim, o esquema envolveria a extração e comercialização clandestina de diamantes, ouro e cassiterita em áreas da Região Norte.
Movimentações milionárias
Conforme a Polícia Federal, Fabrício Almeida estaria ligado a empresas suspeitas de movimentar valores milionários incompatíveis com a estrutura formal apresentada nos registros oficiais.
Além disso, a polícia identificou transferências fracionadas, saques em espécie e circulação financeira considerada atípica. Em operações anteriores, a PF apreendeu motores, bombas hidráulicas, equipamentos utilizados em garimpo e documentos com anotações sobre transporte de minério e compra de mercúrio. As investigações também analisam possíveis conexões entre o comércio ilegal de diamantes, evasão de divisas, organização criminosa e contrabando internacional.
Operações
Nos últimos anos, operações integradas da Polícia Federal, Ibama, Funai e Forças Armadas intensificaram ações de combate ao garimpo ilegal na Amazônia e em Roraima. As forças de segurança realizaram destruição de pistas clandestinas, apreensão de aeronaves, inutilização de maquinário pesado e bloqueios financeiros contra investigados.
Por fim, apesar das operações, autoridades avaliam que a extensão territorial da Amazônia e o alto lucro obtido com a mineração ilegal continuam dificultando o combate permanente às organizações criminosas que atuam na região.
Fonte: Metrópoles