O governo do Acre empossou, nesta segunda-feira (11), mais 15 servidores efetivos do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) durante cerimônia realizada no auditório do Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco. Os novos servidores são 11 policiais penais e quatro técnicos administrativos e operacionais, aprovados no concurso público realizado em 2023. Com a nova convocação, a quarta do certame, o número total de empossados chega a 280 servidores, segundo o governo estadual.
Durante o evento, a governadora Mailza Assis destacou que a posse representa reforço no sistema penitenciário e avanço na política de segurança pública do Estado. “São mais 15 pessoas com sua garantia de emprego e também mais 15 vagas no sistema penitenciário que serão cuidadas por servidores do Estado. Já chegamos praticamente a 90% do concurso realizado sendo chamado”, afirmou.
A chefe do Executivo também sinalizou a possibilidade de novas convocações, mas ressaltou os limites impostos pela responsabilidade fiscal. “Esperamos conseguir ter a possibilidade de chamar os demais que estão aguardando ansiosamente essa oportunidade, que também é uma necessidade do nosso Estado. Segurança pública precisa ser prioridade, mas nós também precisamos ter responsabilidade com a questão fiscal do Estado”, declarou.
O presidente do Iapen, Leandro Rocha, explicou que os novos policiais penais irão reforçar o efetivo da instituição em razão de vacâncias no quadro funcional. “A priori serão 11 servidores policiais, dentre eles 10 masculinos e uma feminina, além de três servidores técnicos administrativos. Haverá um reforço policial por vacância, tendo em vista a Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse.
Segundo Rocha, ainda há 91 candidatos aprovados que concluíram o curso de formação e aguardam convocação. Ele afirmou que o governo analisa juridicamente a possibilidade de ampliar as nomeações. “O Estado está aguardando o resultado desse estudo jurídico, porque há a necessidade e também a vontade política do governo de contratar o restante dos policiais que fizeram o curso de formação”, acrescentou.
Entre os novos servidores empossados, a policial penal Hemylie Cristine falou sobre a realização profissional após o processo seletivo e destacou o papel social da função. “Isso cumpre a expectativa que a gente cria lá no início, quando começam os estudos. É um caminho muito incerto e, após vencer todas as etapas, a gente fica naquela sensação de dever cumprido”, relatou.
Hemylie ressaltou ainda que a atuação do policial penal vai além da segurança ostensiva dentro das unidades prisionais.
“A gente trabalha com pessoas privadas de liberdade e está ali para garantir os direitos delas. Muitas vezes são pessoas que ficaram à margem da sociedade, e nós estamos ali para assegurar que esses direitos sejam cumpridos”, afirmou.
Já a nova técnica administrativa operacional Taline Borges definiu a posse como a concretização de um objetivo pessoal. “Isso para mim é uma conquista pessoal. O caminho até aqui foi de muita ansiedade, mas o momento finalmente chegou”, disse.