O aumento no custo de itens essenciais como alimentação, moradia e saúde tem pressionado o orçamento das famílias brasileiras. Segundo levantamento da Tendências Consultoria, esses gastos cresceram acima da inflação desde a pandemia, ampliando o endividamento e reduzindo a renda disponível para outras despesas. Especialistas apontam que organização financeira e planejamento são fundamentais para evitar dívidas e recuperar o controle das contas.
Desde a pandemia, o custo de itens básicos teve forte aumento no país. A alimentação subiu 83,1%, o aluguel avançou 51,1% e os gastos com saúde e medicamentos cresceram cerca de 55%, segundo dados da Tendências Consultoria.
De acordo com o Extra, os reajustes superam a inflação média do período, de 41,8%, medida pelo IPCA. Com isso, famílias comprometem cerca de 30% da renda com dívidas e veem reduzir o espaço para despesas não essenciais.
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Organização financeira é apontada como solução
Diante desse cenário, especialistas recomendam mudanças no comportamento financeiro como forma de evitar o endividamento.
O planejamento mensal é um dos principais pontos de atenção. A orientação é listar receitas e despesas antes do início do mês, incluindo gastos fixos e variáveis, para identificar desequilíbrios.
Outro ponto importante é o controle diário dos gastos, já que pequenas despesas podem impactar o orçamento ao longo do mês.
Dicas para evitar dívidas
Entre as principais recomendações estão:
- separar despesas por categorias, como moradia, alimentação, transporte e saúde
- evitar parcelamentos de contas essenciais, como luz, supermercado e medicamentos
- usar o cartão de crédito com cautela, já que não representa aumento de renda
- avaliar a real capacidade de pagamento antes de assumir novos parcelamentos
- priorizar o pagamento de dívidas com juros mais altos
- criar metas financeiras de curto e longo prazo
- formar uma reserva de emergência para imprevistos
Renegociação de dívidas
Para quem já está endividado, programas de renegociação podem ajudar na reorganização financeira.
O governo federal lançou a nova fase do Desenrola Brasil, que permite a renegociação de dívidas bancárias como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal para pessoas com renda de até cinco salários mínimos.
Segundo informações do programa, os descontos médios podem chegar a 65%, com possibilidade de parcelamento em até quatro anos.
As negociações são feitas diretamente com os bancos participantes, que oferecem canais digitais e presenciais para adesão.
Com informações do Extra