Uma família acreana precisa ter renda mensal de R$ 6,3 mil para ser considerada de classe média alta, segundo levantamento com base nos dados da PNAD Contínua 2025, do IBGE. O valor coloca o Acre entre os estados com menor renda exigida no país para atingir esse perfil econômico.
No ranking nacional, o estado aparece à frente apenas do Ceará, também com R$ 6,3 mil, e do Maranhão, onde o patamar é de R$ 5,5 mil.
Os números mostram diferenças significativas entre as regiões brasileiras. Enquanto no Acre o enquadramento ocorre a partir de pouco mais de R$ 6 mil mensais por família, no Distrito Federal a renda necessária chega a R$ 20,4 mil.
A distância entre os dois extremos é de 223%.
Segundo o levantamento, a média nacional para que uma família seja considerada de classe média alta é de R$ 10,4 mil mensais.
Diferença entre estados
A metodologia utilizada considera a renda familiar mensal com base na renda per capita multiplicada por um fator de 1,5 para uma família padrão de três pessoas.
No Acre, a renda per capita registrada foi de R$ 1.392.
Entre os estados da Região Norte, Rondônia aparece com o maior valor necessário para alcançar a classe média alta, com renda familiar de R$ 9 mil mensais.
Veja os valores em alguns estados:
- Acre: R$ 6.300
- Amazonas: R$ 6.700
- Rondônia: R$ 9.000
- São Paulo: R$ 13.300
- Distrito Federal: R$ 20.400
O levantamento também mostra que nenhum estado das regiões Norte e Nordeste ultrapassou a marca de R$ 10 mil mensais como critério para integrar a classe média alta.
Os dados apontam diferenças regionais relacionadas à renda média da população, custo de vida e concentração de renda em cada estado brasileiro.

