O governo do Acre informou que montou uma força-tarefa para prestar assistência às famílias das vítimas do ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, na tarde desta terça-feira, 5. A mobilização também inclui suporte psicológico e social à comunidade escolar, abalada após o atentado que deixou duas servidoras mortas e outras duas pessoas feridas.
A ação reúne diferentes órgãos estaduais, entre eles Casa Civil, Secretaria de Educação e Cultura (SEE), Secretaria de Saúde (Sesacre), Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
No ataque, um adolescente de 13 anos atingiu quatro pessoas dentro da escola. As inspetoras Raquel Sales Feitosa e Alzenir Pereira morreram no local. Uma terceira funcionária e uma estudante de 11 anos foram socorridas e encaminhadas ao pronto-socorro. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, ambas apresentaram evolução clínica satisfatória e já receberam alta hospitalar.
O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, afirmou que a pasta atua em três frentes integradas por meio das equipes do Centro de Referência em Direitos Humanos.
“A equipe de direitos humanos está acompanhando os funerais das duas trabalhadoras da escola e prestando todo o suporte necessário às famílias, com o objetivo de prestar apoio às famílias enlutadas além de monitorar a situação social decorrente do ocorrido. Paralelamente, outra equipe monitora e assiste às famílias das vítimas que foram atingidas e hospitalizadas”, explicou.
Segundo o gestor, a atuação também será ampliada dentro da unidade de ensino.
“Nosso objetivo é oferecer apoio contínuo neste momento difícil. Inclusive, estarei me reunindo com a direção da unidade ainda hoje para alinhar essas ações”, acrescentou.
Acolhimento psicológico e social
A Secretaria de Saúde informou que as equipes do Samu e do Pronto-Socorro atuaram desde os primeiros minutos da ocorrência para garantir atendimento às vítimas.
O secretário de Saúde, José Bestene, afirmou que além do atendimento médico, o Estado também disponibilizará acompanhamento psicológico às vítimas e familiares.
“Além do atendimento médico imediato, também será disponibilizado acompanhamento psicológico às pacientes e familiares, porque compreendemos que um episódio tão doloroso deixa impactos que vão além das lesões físicas”, destacou.
Durante esta quarta-feira (6), equipes do Centro de Referência em Direitos Humanos atuam diretamente nos locais onde ocorrem os velórios das vítimas, realizando acolhimento, escuta qualificada e suporte psicossocial às famílias.
Segundo o governo, também estão sendo feitos atendimentos individualizados, acompanhamento de crianças e adolescentes impactados emocionalmente pela tragédia e levantamento de necessidades emergenciais, como apoio social e logístico.
A previsão é que o acompanhamento continue após os sepultamentos, por meio da rede socioassistencial e educacional.
Após o atentado, as forças de segurança realizaram coletiva de imprensa para detalhar as primeiras informações sobre o caso. A governadora Mailza Assis decretou luto oficial de três dias no Acre, conforme publicação em edição extra do Diário Oficial do Estado.
O ataque segue sob investigação das autoridades.