PT-AC se manifesta após STJ condenar Gladson Camelí: “justiça sendo feita”


O Partido dos Trabalhadores do Acre (PT-AC) emitiu uma nota oficial nesta quarta-feira, 6, reagindo à condenação do ex-governador Gladson Camelí pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para a sigla, a sentença de 25 anos e 9 meses de prisão representa um marco no combate à impunidade no estado. “A Justiça está sendo feita”, destacou o partido no documento.

A manifestação ocorre logo após o STJ concluir o julgamento referente à Operação Ptolomeu, que investigou um esquema de organização criminosa, corrupção e desvios de recursos públicos durante a gestão de Cameli.

Em tom de cobrança por lisura na administração pública, o PT-AC reforçou que a gravidade dos crimes apontados no processo, que incluem lavagem de dinheiro e fraude em licitação, exige uma postura firme das instituições.

“Ninguém está acima da lei. O dinheiro público precisa ser respeitado. O Acre merece governos comprometidos com ética, transparência e responsabilidade com o povo”, diz trecho da nota petista.

Detalhes da condenação

A decisão do STJ foi tomada por maioria, com 8 dos 11 ministros seguindo o voto da relatora Nancy Andrighi. Além da pena de reclusão em regime inicial fechado, a Corte determinou:

Defesa fala em “Tapetão”

Em contrapartida, Gladson Camelí divulgou nota afirmando que respeita o rito jurídico, mas que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-governador, que deixou o cargo para disputar o Senado nestas eleições, criticou o desfecho judicial.

“O eleitor do nosso estado merece ter sua escolha no voto respeitada. Ninguém pode ganhar no tapetão”, afirmou Cameli, alegando manter confiança na reversão da sentença nas instâncias superiores.

O julgamento foi marcado por diversos adiamentos desde novembro de 2024. A defesa tentou anular provas e questionou relatórios de inteligência financeira, mas a relatora Nancy Andrighi manteve a condenação, sustentando que o material probatório era sólido o suficiente mesmo após a exclusão de trechos contestados anteriormente no STF.





VER NA FONTE