Mais dois nomes entram oficialmente na corrida eleitoral pelo Governo do Maranhão em 2026, ampliando o número de pré-candidaturas e tornando ainda mais acirrada a disputa pelo Palácio dos Leões. As entradas de Saulo Arcangeli (PSTU) e Reginaldo Lima (PCB) somam-se a outros nomes já colocados no cenário, como Orleans Brandão (MDB), Eduardo Braide (PSD), Enilton Rodrigues (PSOL), Lahésio Bonfim (NOVO) e Felipe Camarão (PT), configurando um quadro plural e competitivo na corrida pelo comando do Executivo estadual.
O anúncio mais recente veio do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), que confirmou o lançamento oficial de suas pré-candidaturas majoritárias para as eleições de 2026. O evento está marcado para sexta-feira, 8 de maio, às 18h30, no auditório do Curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), no Centro Histórico de São Luís. A atividade pretende apresentar um projeto político que, segundo o partido, propõe uma ruptura com o sistema capitalista e a construção de um modelo baseado no chamado “Poder Popular”.
No plano nacional, o PSTU lança o professor da rede pública, rapper e ativista do movimento negro Hertz Dias como pré-candidato à Presidência da República. Já no Maranhão, o partido aposta no professor da UEMA e servidor do Ministério Público do Trabalho (MPT), Saulo Arcangeli, como seu representante na disputa pelo governo estadual. As duas pré-candidaturas reforçam a estratégia da legenda de sustentar um programa de independência de classe e de oposição tanto à direita quanto às forças políticas que hoje ocupam o poder.
Um pré-candidato maranhense a presidente
Hertz Dias construiu sua trajetória política e social na intersecção entre educação, cultura periférica e militância negra. Graduado em História e mestre em Educação pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), é um dos fundadores do Movimento Quilombo Urbano, iniciativa que utiliza o Hip Hop como ferramenta de mobilização social e enfrentamento ao racismo estrutural.
Sua pré-candidatura se apresenta como alternativa tanto à “extrema direita” quanto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo de críticas por, segundo ele, não romper com o sistema financeiro. Entre suas principais propostas estão a revogação das reformas trabalhista e da Previdência, o fim da escala 6×1, a estatização de setores estratégicos sob controle dos trabalhadores e a suspensão do pagamento da dívida pública. Hertz já disputou a vice-presidência da República em 2018, na chapa com Vera Lúcia, e o Governo do Maranhão em 2022.