Operação Ágata mobiliza 1,6 mil militares e causa prejuízo milionário ao crime


Manaus – O Ministério da Defesa intensificou a fiscalização na Amazônia com a Operação Ágata Amazônia 2026, que já causou um prejuízo estimado de cerca de R$ 4 milhões a organizações criminosas que atuam na região de fronteira.

(Foto: C O Cj Harpia)

Coordenada pelo Comando Operacional Conjunto Harpia, a ação mobiliza aproximadamente 1,6 mil militares das Forças Armadas, com foco no combate a crimes transfronteiriços, como tráfico de drogas e crimes ambientais, além da proteção dos recursos naturais.

A operação, que tem como base a cidade de Manaus, já resultou na apreensão de cerca de 300 quilos de drogas, três embarcações, quatro armas de fogo, 21 munições e oito animais silvestres. As ações contam com a atuação integrada da Marinha, Exército e Força Aérea, com uso de meios terrestres, aéreos e navais, além de suporte de guerra cibernética.

Segundo o comandante da operação, o major-brigadeiro do ar Márlio Concidera Estebanez, a iniciativa reforça a soberania nacional em áreas remotas e amplia o combate a crimes ambientais e transfronteiriços.

Além das ações de repressão, a operação também realiza atendimentos sociais. Em comunidades indígenas e ribeirinhas, foram feitos mais de 1,7 mil atendimentos médicos, cerca de 965 odontológicos e a distribuição de mais de 10 mil medicamentos, além de kits de saúde e materiais escolares.

A força-tarefa reúne diversos órgãos, como a Polícia Federal, o Ibama, o ICMBio e o Censipam.

Em uma das ações recentes, realizada no Rio Negro e na região de Barcelos, militares apreenderam materiais oriundos de crimes ambientais, como pele de onça, além de armas e munições.

Outra frente da operação levou assistência a comunidades, como na São Gabriel da Cachoeira, onde povos indígenas receberam atendimento de saúde, medicamentos e doações, além de atividades educativas e culturais.

A Operação Ágata é considerada uma das principais estratégias do governo federal para reforçar a presença do Estado na Amazônia e combater atividades ilegais na região.





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