
O dólar voltou a subir nesta segunda-feira (4), em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, mas permaneceu abaixo do nível de R$ 5,00. A moeda encerrou o dia em alta de 0,30%, cotada a R$ 4,9677.
O avanço ocorreu após um dia de oscilações, com o dólar ganhando força à tarde, acompanhando o movimento internacional. O mercado reagiu a relatos de ataques envolvendo instalações petrolíferas nos Emirados Árabes Unidos, o que elevou a percepção de risco e pressionou ativos de países emergentes.
A falta de avanços nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã também contribuiu para o cenário de cautela. As incertezas em torno do tráfego no Estreito de Ormuz reforçaram temores de agravamento do conflito e impulsionaram o preço do petróleo.
O barril do tipo Brent chegou a superar os US$ 115 durante o dia e fechou com alta de 5,8%, cotado a US$ 114,44.
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Resiliência do Real em Cenário Adverso
Mesmo com o cenário adverso, o real apresentou desempenho melhor que o de outras moedas emergentes. Segundo analistas, a condição do Brasil como exportador de petróleo ajuda a reduzir os impactos da alta da commodity sobre o câmbio.
Além disso, a expectativa de manutenção de juros elevados no país também contribui para sustentar a moeda brasileira, mesmo em momentos de maior instabilidade externa.
Durante a sessão, o dólar chegou à máxima de R$ 4,9824, mas não ultrapassou o patamar de R$ 5,00. No acumulado do ano, a moeda ainda registra queda frente ao real.
No exterior, o dólar também avançou frente a outras moedas, refletindo a busca por ativos mais seguros. O movimento foi acompanhado pela alta dos juros dos títulos públicos norte-americanos, em meio a expectativas sobre a política monetária dos Estados Unidos.
A avaliação do mercado é de que o comportamento do câmbio seguirá atrelado ao cenário internacional, especialmente aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e à trajetória dos preços de energia.