Mato Grosso – Um registro de descontração publicado pelo indígena Wayakohe, do povo Enawenê-nawê, do Mato Grosso, furou a bolha das comunidades tradicionais e viralizou nas redes sociais nesta semana. No vídeo, o grupo aparece ostentando iPhones de última geração e uma caixa de som JBL de grandes proporções, ao som de funk. “No livro de história não era assim”, disse uma seguidora.
A cena, que para os jovens da etnia era apenas um momento de lazer, acabou despertando uma onda de comentários que variam entre o humor ácido e o debate sobre o que significa “ser indígena” no século XXI.
Rapidamente, a publicação acumulou milhares de interações. Alguns internautas utilizaram o humor para questionar estereótipos datados sobre os povos originários.
“Que absurdo! Indígenas, em vez de estarem vivendo como indigentes e sem acesso à internet, estão todos ouvindo funk e curtindo balada… nem chamam!”, brincou uma .
“No livro de história não era assim”, disse outra seguidora.
“É pra isso que a Funai usa o meu dinheiro?”, criticou um terceiro seguidor.
Localizados na bacia do Rio Juruena, no Mato Grosso, os Enawenê-nawê são um dos povos mais emblemáticos do Brasil. O reconhecimento de seus rituais, como o Yaokwa, como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, contrasta com a imagem moderna apresentada por Wayakohe, provando que a tradição e a inovação caminham juntas nas aldeias contemporâneas.
