O Tocantins iniciou a fase piloto de um sistema de rastreamento individual de bovinos, que permitirá acompanhar cada animal desde o nascimento até o abate. A iniciativa é conduzida pela Adapec e integra um plano nacional do Ministério da Agricultura, com implantação prevista entre 2025 e 2032.
O estado, que abate mais de 1,4 milhão de bovinos por ano e exporta cerca de um terço da produção de carne, busca aprimorar o controle sanitário e atender às exigências do mercado internacional.
O novo modelo substituirá a rastreabilidade por lotes pela identificação individual, com dispositivos fixados na orelha dos animais, como brinco, bandeira visual e botão eletrônico. O sistema registrará dados como movimentação, manejo e histórico sanitário ao longo da vida do animal.
A adesão será voluntária no início, mas a identificação deve se tornar obrigatória a partir de 2027, começando pelas bezerras. A expectativa é que, em até cinco anos, entre 80% e 90% do rebanho esteja identificado, aumentando a segurança sanitária e a transparência para o consumidor.