Quarenta pessoas foram vítimas de homicídio doloso no Acre entre janeiro e março de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça. O número representa uma redução em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 42 assassinatos.
A variação indica queda de 4,76% nos casos. Apesar da redução, os dados mostram que a violência letal segue concentrada em áreas urbanas, especialmente em Rio Branco, que registrou 15 mortes no período, o maior número entre os municípios do estado.
Comparativo mensal (2025 x 2026)
2026:
- Janeiro: 11 mortes
- Fevereiro: 15 mortes
- Março: 14 mortes
2025:
- Janeiro: 13 mortes
- Fevereiro: 9 mortes
- Março: 20 mortes
O perfil das vítimas segue predominante entre homens. Em 2026, foram 37 vítimas do sexo masculino e 3 do sexo feminino. Já em 2025, os registros apontaram 41 homens e 1 mulher.
Em relação à distribuição geográfica, além de Rio Branco, municípios como Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia e Mâncio Lima aparecem com três registros cada. Acrelândia, Brasileia, Porto Acre e Xapuri tiveram dois casos no período, enquanto outras cidades registraram ocorrências pontuais ou não tiveram casos.
No ano anterior, a concentração também foi maior na capital, que contabilizou 24 mortes entre janeiro e março. Cruzeiro do Sul registrou cinco casos, e municípios como Feijó e Sena Madureira tiveram dois registros cada.
A taxa estimada para 2026 é de 18,02 mortes por 100 mil habitantes. Os dados fazem parte do Mapa da Segurança Pública e são alimentados pelos estados no sistema nacional, que monitora indicadores de violência letal no país.