A cobertura vacinal contra coqueluche apresenta variação significativa entre os municípios do Acre em 2026, segundo dados do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Os índices referem-se à vacina pentavalente (DTP/HepB/Hib), principal forma de proteção contra a doença.
Os dados mostram que, enquanto alguns municípios ultrapassam a meta de 95% de cobertura, outros registram índices bem abaixo do recomendado, indicando áreas com maior vulnerabilidade.
Na capital, Rio Branco apresenta cobertura de 100,13%, acima do ideal. Outros municípios também aparecem com índices elevados, como Assis Brasil (107,50%) e Mâncio Lima (109,26%).
Por outro lado, há municípios com cobertura considerada baixa. É o caso de Santa Rosa do Purus, com 33,88%, Bujari (48,65%), Sena Madureira (53,98%) e Jordão (52,94%). Nessas localidades, a baixa imunização pode aumentar o risco de circulação da doença, especialmente entre crianças.
Cobertura por regiões
A análise regional também evidencia diferenças no estado:
- Região do Juruá/Tarauacá-Envira: concentra bons índices, com municípios como Mâncio Lima (109,26%) e Feijó (76,11%), embora Cruzeiro do Sul tenha cobertura de 62,07%.
- Região do Baixo Acre e Purus: apresenta maior variação, com Rio Branco acima da meta, mas municípios como Bujari e Sena Madureira abaixo do ideal.
- Região do Alto Acre: mostra índices intermediários, com destaque para Assis Brasil (107,50%), Epitaciolândia (88,93%) e Brasiléia (71,43%).
Outros municípios apresentam cobertura próxima ou abaixo da meta, como Tarauacá (68,39%), Manuel Urbano (72,73%), Porto Walter (78,57%), Rodrigues Alves (78,05%) e Marechal Thaumaturgo (84,91%).
Meta e risco
A meta recomendada pelo Ministério da Saúde é de pelo menos 95% de cobertura vacinal, índice considerado necessário para garantir proteção coletiva e reduzir a circulação da bactéria causadora da coqueluche.
Quando a cobertura fica abaixo desse patamar, aumenta o risco de surtos, principalmente entre crianças menores de 1 ano, grupo mais vulnerável à doença e que concentra a maior parte dos casos confirmados no estado.
A vacinação é considerada a principal medida de prevenção contra a coqueluche e integra o calendário básico infantil, sendo essencial para reduzir casos graves e evitar a disseminação da doença.